Economia

Falhas no SNS e população imigrante motivam aumento de cesarianas nos hospitais públicos

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Os médicos apontam razões clínicas, mas também falhas nos serviços de obstetrícia, estando o Norte e Alentejo entre as regiões com piores resultados.

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No ano passado os hospitais públicos fizeram mais 22 mil cesarianas, um crescimento de 5% face a 2024.

Os dados recolhidos pelo jornal PÚBLICO no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mostram que o Norte atingiu níveis recorde com mais de oito mil cesarianas, o que corresponde a 36% de todos os partos na região. É quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Alentejo, o cenário é ainda mais preocupante, quase quatro em cada 10 bebés nascem por cirurgia.

Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve também não escapam esta tendência.

Em todo o país, as cesarianas representam já um terço de todos os partos feitos nos hospitais públicos, com a taxa a ficar acima dos 33%.

Imigração e crise nas urgências na raiz do problema

A contribuir para este aumento está também a população imigrante, com um histórico de cesarianas.

Outro problema apontado pelos médicos é a crise nas urgências de obstetrícia, com a falta crónica de especialistas, o encerramento sistemático de urgências e recurso a tarefeiros.

Portugal está entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com piores taxas de cesariana. No ano passado o SNS atingiu os números mais altos desde 2013.

Não há dados recentes sobre os hospitais privados, que em 2025 fizeram mais de 16 mil partos.

Os médicos avisam que, em comparação com o parto natural, a cesariana tem riscos acrescidos para a mãe e para o bebé.



SIC Noticias

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