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O líder do Chega, André Ventura, condenou esta quarta-feira as buscas na Câmara Municipal de Albufeira, liderada pelo seu partido, e acusou as autoridades de usarem “poderes policiais e coercivos para intimidar um representante do povo”.
André Ventura, presidente do Chega
MIGUEL A. LOPES/Lusa
“O que aconteceu hoje é, a todos os títulos, lamentável. As autoridades portuguesas usaram os seus poderes policiais e coercivos para intimidar um representante do povo que tinha afirmado – e bem – que não continuaria a dar mais casas sociais para ciganos”, referiu.
Numa publicação na rede social X, André Ventura indicou que esse é o “programa político” do Chega e salientou que o partido é a “segunda maior força nacional” e tem “o dever de cumprir” aquilo que prometeu.
“Confirma-se apenas a realização de buscas no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Évora, o qual se encontra em segredo de justiça”, adiantou a Procuradoria-Geral da República, em resposta à Lusa.
A notícias das buscas na autarquia do Algarve, liderada por Rui Cristina, eleito pelo Chega nas últimas eleições autárquicas, foi inicialmente avançada pela CNN.
Em causa, segundo o canal, estão suspeitas de crimes de incitamento ao ódio e discriminação racial, que têm por base declarações do presidente da autarquia numa reunião da Assembleia Municipal, em novembro, nas quais afirma que não iria gastar dinheiro em habitações para a comunidade cigana.
