O Chega tem enfrentado várias saídas de vereadores em diferentes autarquias, incluindo Lisboa, onde perdeu Ana Simões Silva, e outras câmaras como Mirandela, Coimbra e Vila Nova de Gaia. Agora, ficou sem representação no Funchal, onde tinha dois vereadores.
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Luís Filipe Santos e Jorge Afonso Freitas, vereadores eleitos pelo Chega para a câmara do Funchal, são as mais recentes saídas do partido liderado por André Ventura. Justificam a desfiliação com divergências com a estrutura local, que terá sido motivada pela atribuição de uma assessora para os dois.
O líder do Chega/Madeira diz que a saída dos vereadores, que agora ficam como independentes, é um “alívio político” para o partido, acusando-os de não respeitarem a disciplina partidária. “Saíram do PSD, mas o PSD não saiu deles”, atira Miguel Castro.
A perda de representação na maior câmara da Madeira também é desvalorizada por André Ventura. O presidente do Chega argumenta que o projeto autárquico se mantém intocável.
“Quando o partido se torna muito grande, como é o caso do Chega a nível autárquico, surgem questões a nível local que nem sempre vão ao encontro daquilo que pretendemos”, acrescenta.
Antes do Funchal, o Chega já tinha perdido a segunda vereadora que tinha elegido pela margam mínima em Lisboa. Ana Simões Silva desfiliou-se por incompatibilidades políticas e passou a integrar o executivo camarário como independente. Deu a Carlos Moedas a maioria absoluta e ficou com os pelouros da Saúde e do Desperdício Alimentar.
Sobra agora Bruno Mascarenhas ao Chega, em Lisboa. Esta quinta-feira, a revista Sábado, revela que o vereador do Chega já tinha sido condenado por injúrias à ex-mulher num processo que remonta a 2013, em que foi condenado a pagar 900 euros de multa e 1.000 euros de indemnização.
À revista, o vereador diz que continua a reunir todas as condições para exercer a militância no Chega e as funções que atualmente desempenha. O Chega já perdeu também vereadores nas autarquias de Mirandela, Coimbra, Vila Nova de Gaia e Marinha Grande. Nos casos de Odemira e da Azambuja, os eleitos renunciaram aos mandatos e foram substituídos por quem estava em segundo lugar nas listas.
Nas autárquicas de outubro, o Chega elegeu, no total, 134 vereadores, vencendo três câmaras municipais – São Vicente, na Madeira, Albufeira e Entroncamento.
