Teerão diz que vai rejeitar o plano proposto pelos Estados Unidos da América. Apesar de acusar Trump de andar a negociar consigo próprio, o regime iraniano estará a analisar o documento.
Loading…
Entregue ao Irão através do mediador Paquistão, o chamado plano de paz tem 15 pontos, com estas ideias principais.
Das exigências dos Estados Unidos constam: a desativação e destruição das instalações nucleares em Natanz, Isfahan e Fordow, o compromisso de nunca procurar obter armas nucleares e destruir capacidades nucleares atuais, a garantia de que o Estreito de Ormuz permanece aberto como ‘zona marítima livre’ e a restrição do programa de mísseis a fins de autodefesa.
Em troca, os Estados Unidos oferecem assistência americana no desenvolvimento de um programa nuclear civil para produção elétrica e a eliminação de todas as sanções económicas sobre o Irão, vontades de Trump apresentadas como certas.
Teerão rejeita o plano, que classifica como extremamente maximalista e irrazoável.
Em troca, exige a paragem total e imediata das agressões e dos assassinatos, incluindo em todas as frentes e contra todos os movimentos de resistência na região.
Mecanismos de garantia de que a guerra não é retomada, bem como pagamento de reparações e compensações de guerra.
O ponto crítico
O ponto mais complicado será a exigência do reconhecimento internacional, e garantias, sobre o direito soberano do Irão de exercer autoridade sobre o Estreito de Ormuz. Até agora, zero referências a programa nuclear.
As posições estão extremadas e não se sabe se haverá negociações, isto apesar dos apelos ao diálogo.
Por causa da posição assumida, o governo espanhol conseguiu aumentar a importação de gás natural da Argélia em 12,5% e a um preço 12% mais barato. Do mesmo país magrebino segue também para Itália um aumento na venda de gás.
