Portugal

Homem nega ter matado amigo, mas admite ter enterrado o corpo

O arguido, que se encontra em prisão preventiva, começou hoje a ser julgado no Tribunal de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, pelos crimes de homicídio e profanação de cadáver.

Perante o coletivo de juízes, o arguido explicou que encontrou o amigo já morto, deitado na sua cama, quando regressou a casa, após ter saído para fazer compras com o cartão bancário da vítima, que lhe terá sido entregue pelo próprio.

O arguido contou ainda que a vítima tinha uma abraçadeira de plástico a apertar o pescoço, sem conseguir explicar o que o terá levado a fazer aquilo.

Referiu ainda que chegou a pedir ajuda aos vizinhos, mas, como não obteve qualquer resposta, acabou por regressar ao interior da habitação e deitou-se na cama, ao lado do corpo do amigo, onde permaneceu durante 36 horas, adiantando que se encontrava sob efeito de medicação e que ingeriu quatro litros de vinho durante esse período.

Ao fim desse tempo, decidiu retirar do quarto o corpo, que começava a cheirar mal, e arrastou o cadáver para o exterior, colocando-o num carro de mão, a fim de o transportar até uma cova que tinha aberto no quintal para a construção de um lago e onde acabou por enterrar o amigo.

Confrontado com a decisão de ocultar o corpo, respondeu que “são coisas de copos”. Negou ainda qualquer confronto físico com a vítima e afastou a existência de uma relação amorosa com o amigo, contrariando a acusação do Ministério Público (MP).

O corpo do homem que estava desaparecido desde 15 de abril de 2025, em Lourosa, Santa Maria da Feira, foi descoberto no dia 24 de abril, enterrado num terreno situado na Rua 31 de Janeiro, no lugar da Cadinha, em Lourosa.

Um dia depois, o proprietário do terreno, que se encontrava em parte incerta, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) em São João de Ver.

Na altura, a PJ referiu que o detido e a vítima eram velhos conhecidos, havendo fortes indícios de que, com o objetivo de se apoderar dos bens da vítima, o suspeito decidiu matá-lo, presumivelmente por asfixia.

Após cometer o crime, o suspeito terá enterrado o corpo e utilizado o cartão bancário da vítima, tendo procurado iludir os familiares do falecido, fornecendo pistas falsas acerca do seu desaparecimento, adiantou a Judiciária.

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