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Excedente orçamental "histórico"? Oposição critica entusiasmo do ministro das Finanças

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Portugal terminou o ano anterior com um excedente orçamental de 0,7% do PIB, acima da previsão do Governo, que apontava para 0,3%. O PSD considerou o resultado “histórico”, enquanto a oposição criticou a celebração do Executivo, argumentando que não responde ao aumento do custo de vida.

Da esquerda para a direita: Fábio Figueiredo (BE), Hugo Soares (PSD), Joaquim Miranda Sarmento (PSD) e António Mendonça Mendes (PS).

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Em declarações aos jornalistas, Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, considerou que se trata de “um dia absolutamente histórico” para Portugal, alcançado “contra todas as piores perspetivas e os mais pessimistas”.

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Hugo Soares lamentou que a oposição, em particular o Partido Socialista (PS), não tenha felicitado o Governo e os portugueses pelo resultado alcançado.

Sobre as críticas do PS de que este excedente não deve ser motivo de satisfação para o Executivo face ao aumento do custo de vida, o líder parlamentar social-democrata acusou os socialistas de demonstrar “ciúmes que não são com o Governo, mas com os portugueses”.

“Sinceramente, à oposição ficaria melhor alguma responsabilidade e sentido de Estado, porque há momentos em que parabenizar o Governo pelos resultados obtidos não lhes fica mal nem envergonha. Trata-se apenas de atitude e responsabilidade”, afirmou.

Do lado do CDS, Paulo Núncio também destacou o “magnífico resultado do país, dos portugueses, deste Governo e da maioria da Aliança Democrática (AD)”, que superou as previsões iniciais e as visões mais pessimistas da oposição.

Oposição critica “alegria” de Miranda Sarmento

Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças considerou que o excedente orçamental de 2025 é “muito importante”, por reforçar a posição e a avaliação externa de Portugal. O governante sublinhou que o resultado permite ao Estado ter margem de atuação face a crises, como as recentes tempestades e a situação no Irão.

Joaquim Miranda Sarmento frisou, porém, que o excedente não se transfere diretamente para 2026, um ano já exigente do ponto de vista orçamental devido ao elevado volume de empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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Apesar da satisfação do Governo, o PS considerou que não há motivos para celebrar o excedente de 0,7% do PIB, argumentando que o Executivo “não está a responder” ao aumento do custo de vida e dos combustíveis e aconselhou “menos propaganda”.

António Mendonça Mendes, vice-presidente da bancada socialista, criticou que o resultado assenta num saldo da segurança social “escondido”, no aumento da carga fiscal e na redução do investimento público, afirmando ainda que os números anunciados “desmentem totalmente o Governo”.

Do lado do Bloco de Esquerda (BE), Fábio Figueiredo destacou que, na realidade, a situação no bolso dos portugueses continua difícil, evidenciando o desequilíbrio face às contas do Estado.



SIC Noticias

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