Agronegócio

Carvalho lituano de Laukiai vence concurso árvore europeia do ano 2026


O Carvalho de Laukiai, proveniente da aldeia de Rukai, na Lituânia, foi o grande vencedor da 15.ª edição do concurso Árvore Europeia do Ano. Em segundo lugar ficou a Macieira Selvagem Antiga, da Eslováquia, enquanto o terceiro posto foi ocupado pela Árvore Torta da Polónia. No total, o novo sistema de pontuação, Tree Points, reuniu 32.902 pontos, atribuídos por mais de 200 mil votantes únicos.

A Árvore representante de Portugal, o Cedro da Aldeia de Runa, em Torres Vedras, ficou na sexta posição. Plantado no início dos anos 1950 pelo Sr. Alfredo, o Cedro da Igreja de Runa, hoje com cerca de 75 anos, é parte essencial da história e identidade local. Inicialmente frágil e amarelado, foi cuidado e protegido pelo seu plantador, sobrevivendo contra todas as expectativas. Testemunhou partidas, regressos, celebrações e silêncios, tornou-se no ponto de encontro da saudade e dos abraços de todos os Runenses. Hoje, merece afirmar-se como símbolo da aldeia de Runa e do concelho de Torres Vedras.

Com cerca de 400 anos, o Carvalho de Laukiai permaneceu durante muito tempo quase esquecido, conhecido apenas pelos habitantes da pequena aldeia de Rukai. No entanto, há cerca de um ano, a comunidade local requalificou a área envolvente e organizou uma celebração em sua honra, reunindo a população e reavivando o reconhecimento da sua força silenciosa. Atualmente, a sexta geração dos habitantes de Laukiai cresce lado a lado com esta árvore histórica.

A Macieira Selvagem Antiga, classificada em segundo lugar, resistiu durante mais de 150 anos a condições climatéricas adversas, incluindo ventos fortes, tempestades de neve e ondas de calor, crescendo a 860 metros de altitude. A partir de um local chamado Diel, observa silenciosamente a aldeia abaixo, testemunhando as suas alegrias, dificuldades e transformações ao longo do tempo. Já a Árvore Torta de Szyslowiec, que conquistou o terceiro lugar, ergue-se numa ilha junto ao fosso de um antigo castelo pertencente às famílias Szydłowiecki e Radziwiłł, sendo a sua forma invulgar resultado da inclinação em direção à água.

Este ano marcou também uma novidade no formato do concurso: pela primeira vez, as árvores competiram através de um sistema de pontos em vez de votos diretos. Segundo Petr Skrivanek, coordenador do concurso, “a competição foi extremamente renhida, com a classificação a manter-se incerta até ao último momento”. O responsável destacou ainda o elevado interesse gerado: durante o período de votação, o site registou cerca de 1,5 milhões de visitas.

A cerimónia de entrega de prémios decorreu a 24 de março no Parlamento Europeu, em Bruxelas, sendo apresentada por Natalie Pauwels e Ladislav Miko, e transmitida em direto no canal oficial do concurso no YouTube.

O discurso principal esteve a cargo de Eric Mamer, diretor-geral do Ambiente da Comissão Europeia. O evento contou ainda com o apoio de três eurodeputados: Danuše Nerudová, Luděk Niedermayer e Michal Wiezik. 2 | 2 Michal Wiezik sublinhou a importância simbólica destas árvores: “As árvores antigas e majestosas são como pilares silenciosos do nosso tempo. Nos seus anéis reside a memória da paisagem e da sociedade, lembrando nos que a verdadeira estabilidade nasce do crescimento paciente e discreto.”

Entre os parceiros do concurso encontram-se o Fundo Škoda Auto, o Ministério do Ambiente da República Checa e o Fundo Estatal do Ambiente checo.

O diretor desta última entidade, Petr Valdman, destacou que a forte participação pública demonstra que “as árvores são vistas não apenas como elementos da paisagem, mas também como símbolos de identidade local, continuidade e ligação à natureza”. Em Portugal a competição é representada pela UNAC.

Fonte: UNAC



AgroPortal

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