Em entrevista à SIC Notícias, Teresa Corte-Real, ex-presidente da Causa Real, defendeu que a família real britânica deverá sair desta situação “com toda a dignidade e com todo o espírito de serviço e de entrega à nação britânica”.
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André Mountbatten-Windsor foi esta quinta-feira detido, suspeito de má conduta no exercício de cargo público. O antigo príncipe britânico, irmão do rei Carlos III, estará envolvido no caso Jeffrey Epstein.
Em entrevista à Edição da Noite da SIC Notícias, Teresa Corte-Real, ex-presidente da Causa Real, considera que a família real britânica deverá sair desta situação “com toda a dignidade e com todo o espírito de serviço e de entrega à nação britânica”.
Segundo a ex-presidente, o rei Carlos III tem demonstrado ao longo da vida, primeiro como príncipe de Gales e agora como monarca, que a prioridade é a instituição e o serviço ao país.
“Ele é irmão, mas tem o dever de defender aquilo que jurou na sua coroação: o povo a quem serve”, afirmou.
Para Teresa Corte-Real, o facto de Carlos III não ter cancelado a agenda oficial é “prova” de que mantém o foco nas suas responsabilidades enquanto chefe de Estado.
André Mountbatten-Windsor representa “o oposto daquilo que deve ser”
A ex-presidente da Causa Real destacou ainda o papel da princesa Ana, que descreve como uma figura de “enorme dignidade” e “devoção” à tarefa pública, sublinhando que tanto o rei como os restantes membros ativos da família real continuarão a cumprir as suas funções.
Em contraste, considera que André Mountbatten-Windsor representa “o oposto daquilo que deve ser” alguém com responsabilidades institucionais.
Na sua análise, o antigo príncipe não correspondeu ao papel que lhe foi atribuído à nascença, acumulando ao longo da vida decisões que o afastaram do dever de serviço público.
Para a antiga presidente, os acontecimentos atuais são o resultado de um percurso marcado por escolhas que contrastam com as do irmão, hoje rei.
