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"Muito mau para a família real": Trump reage à detenção de André na sequência do caso Epstein

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O Presidente norte-americano diz que considera o caso Epstein “realmente interessante” porque ninguém falava dele quando o empresário era vivo. Afirma, no entanto, o único que pode falar sobre” o assunto porque, segundo defende, foi “totalmente ilibado”.

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, lamentou esta quinta-feira a detenção do ex-príncipe britânico André, irmão do rei Carlos III, por alegada má conduta relacionada com o escândalo de Jeffrey Epstein, considerando a situação “muito má” para a família real britânica.

O republicano falava aos jornalistas à chegada ao Estado da Geórgia, onde abordou a detenção do ex-príncipe e duque de York, que completa hoje 66 anos.

“Acho que é uma pena. Acho que é muito triste”, frisou o chefe de Estado norte-americano aos jornalistas a bordo do Air Force One, quando questionado sobre a detenção.

O irmão do rei Carlos III foi detido enquanto a polícia investiga as alegações de que André Mountbatten-Windsor forneceu a Epstein documentos confidenciais do Governo britânico quando era representante especial para o comércio, entre 2001 e 2011.

“Acho que é muito mau para a família real. É muito, muito triste. Para mim, é uma coisa muito triste”, apontou Trump, que referiu que Carlos III vai visitar os EUA em breve, acrescentando que considera o rei um “homem fantástico”.

“Eu sou o único que pode falar” diz Trump

Questionado sobre o caso Epstein, o Presidente norte-americano considerou-o “realmente interessante”, pois ninguém falava dele quando era vivo, e agora falam.

“Mas eu sou o único que pode falar sobre isso porque fui totalmente ilibado. Não fiz nada, aliás, muito pelo contrário. Ele era contra mim. Lutou contra mim nas eleições, algo que descobri recentemente através dos últimos três milhões de páginas de documentos”, referiu o governante.

Trump tem sofrido pressões para divulgar ficheiros ligados a Epstein

A administração Trump tem sofrido pressões para divulgar documentos relacionados com a investigação do caso Epstein, o bilionário que morreu em agosto de 2019 numa prisão de Nova Iorque enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.

A polícia do Vale do Tamisa informou esta quinta-feira ao final da tarde que o ex-príncipe foi libertado, cerca de 11 horas após a sua detenção, mantendo-se sob investigação, o que significa que não foi acusado nem ilibado.

“Podemos também confirmar que as nossas buscas em Norfolk já foram concluídas”, refere o comunicado da polícia.

Segundo a estação BBC, ainda estão em curso buscas policiais na região de Berkshire.

Rei Carlos III defende que a “a lei deve seguir o seu curso”

O rei Carlos III manifestou “profunda preocupação” com a situação do irmão, mas declarou que “a lei deve seguir o seu curso”, garantindo apoio e cooperação total com as autoridades.

Entretanto, o ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown anunciou ter enviado uma carta de cinco páginas a várias forças policiais com novas informações extraídas dos ficheiros de Epstein, defendendo justiça para as vítimas menores de idade.

A controvérsia que envolve o ex-príncipe André intensificou-se depois da divulgação, pelo Departamento de Justiça dos EUA, de mensagens eletrónicas que alegadamente indicam a partilha de documentos confidenciais com Epstein.

Carlos III retirou títulos e honras ao irmão, que em 2011 se tinha já demitido das funções de representante especial para o comércio, devido à polémica relacionada com as ligações a Epstein.

Com Lusa



SIC Noticias

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