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Usamos a nossa memória em todas as atividades diárias, mas a partir de que ponto é que nos temos de preocupar quando ela falha? Neste episódio de “Consulta Aberta”, Margarida Graça Santos convidou o neurologista Marcelo Mendonça para ajudar a perceber o que é normal e o que é considerado patológico.
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Sabe quando entra numa divisão e já não se lembra do que ia buscar? E lembra-se da avó que trocava sempre o nome dos neto? Neste “Consulta Aberta” descobrimos a partir de que ponto é que nos temos de preocupar quando a nossa memória falha. Marcelo Mendonça explica quais são as principais diferenças entre demência e Alzheimer, os sinais a que devemos estar atentos e os testes que podemos fazer para despistar problemas mais graves.
E será que o Sudoku e a sopa de letras ajudam mesmo a cognição? E o estilo de vida tem influência?
“Os suplementos que toma custam 70€ e não funcionam. Sabe o que funciona? Atividade física”, o especialista realça a importância do estilo de vida e sublinha o impacto que tem também na memória.
Além do exercício físico, estão também comprovados os benefícios da “estimulação social e estimulação cognitiva”, aponta Marcelo Mendonça, para quem estes são os três pilares fundamentais para a manutenção da saúde cognitiva.
Em relação às sopas de letras e Sudokus, o especialista esclarece: “A minha resposta sincera é que treinar muito a pessoa numa tarefa só, a pessoa fica muito boa a fazer essa tarefa, mas isso não passa para a vida real, ou seja, o que nós queremos é estimulação cognitiva num ambiente mais rico, mais imprevisível”.
“Eu mando toda a gente para as universidades seniores, porquê? Tens a parte social, tens a parte física, tens estímulos diferentes, coisas mais formais, coisas artísticas”, aconselha o neurologista na Fundação Champalimaud e investigador principal do projeto “PATEO – Pessoas com Autonomia, Tecto, Espaço e Oportunidade”.
