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Notícia SIC
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português já deu autorização para que os novos drones norte-americanos, os Reapers MQ–9, aterrem na Base das Lajes, nos Açores.
Isaac Brekken
A SIC sabe que a chegada destes aparelhos à ilha açoriana está prevista para as 23:00 desta segunda-feira. Os drones vão ser carregados em Amã, capital da Jordânia.
É a primeira vez dos drones MQ-9 Reapers em Portugal. Já tinham sido usados pelos Estados Unidos contra a Venezuela.
O que se sabe sobre as poderosas aeronaves de guerra que vão chegar à Base das Lajes?
Conhecido como “drone assassino”, trata-se da maior e mais poderosa aeronave de combate não tripulada, equipada com até oito mísseis de precisão e com uma autonomia de voo superior a 27 horas.
É um aparelho altamente sofisticado e avançado, operado remotamente por duas pessoas. De acordo com a britânica Força Aérea Real, combina dados de múltiplos sensores, o que permite fornecer informações vitais. Tem tecnologia para as mais complexas missões, 11 metros de comprimento e 22 metros de envergadura.
Fabricadas pela General Atomics, cada um tem o custo de 48 milhões de euros.
Segundo o fabricante, o Reaper MQ-9 é “extremamente confiável”, mas continua a ser “aprimorado e a evoluir” para ser cada vez mais eficaz. Pode operar até 15.240 metros de altitude e tem capacidade de transportar múltiplas cargas úteis, até 1746 quilos. É capaz de permanecer em voo mais de 30 horas.
Este tipo de aparelho foi adquirido pelas forças aéreas dos Estados Unidos, de Itália, de França e de Espanha, pela NASA e pela força aérea real britânica, indica a General Atomics.
Os Estados Unidos são o maior comprador de drones Reaper. Só em 2018, o Reaper MQ-9 acumulou 325 mil horas de voo para a força aérea norte-americana, dos quais 91% em apoio a operações de combate.
Diz o The Guardian que a força aérea dos Estados Unidos equacionou vender estes aparelhos para a Ucrânia, negócio que não chegou a ir para a frente.
Contudo, os norte-americanos enviaram drones para a Nigéria, juntamente com 200 soldados, para assegurar treinos e vigilância, num momento em que o país africano enfrenta uma crise de segurança multifacetada.
