O Irão reabriu o Estreito de Ormuz, mas apenas para alguns navios do Paquistão, Tailândia e Malásia. A decisão surge numa altura em que o preço do barril de brent atinge níveis máximos.
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Os cálculos da última semana pareciam apontar para uma descida do gasóleo e da gasolina na segunda-feira. A previsão manteve-se quase até ao fim, mas, depois de uma semana muito instável nos mercados, a subida do preço do petróleo na quinta e sexta-feira obrigou a fazer novas contas.
A gasolina deve descer um cêntimo por litro, enquanto o gasóleo subir um cêntimo. Não será uma subida tão significativa como a das últimas semanas, mas chega para manter os combustíveis a preços altos, aliás, os mais elevados de sempre, acima dos dois euros por litro.
A subida e a descida dos preços depende do que acontece a nível internacional, em particular, da evolução do conflito no Médio Oriente, que faz disparar o valor do petróleo. Este fim de semana, o Irão aceitou reabrir o Estreito de Ormuz, mas apenas a 20 navios paquistaneses e a alguns da Tailândia e Malásia.
A rota marítima pelo estreito é estratégica e é por lá que passa grande parte do petróleo para os países do Médio Oriente. Estava bloqueada há um mês, desde que começou a guerra, o que fez disparar os preços, criando graves problemas económicos na região.
Em Singapura, por exemplo, quase todos os produtos são importados, da energia aos alimentos. Há planos de contingência e margem fiscal para ajudar as famílias, mas já se esperam tempos difíceis.
O número de navios autorizados a circular pelo estreito continua limitado. Estes entendimentos podem, pelo menos, abrir a porta a uma descida do preço do petróleo na semana que agora começa.
