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Crise de combustíveis faz taxa de inflação disparar em março

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O efeito da guerra no Médio Oriente e do bloqueio do estreito de Ormuz já se fizeram sentir na taxa de inflação de março, que ter-se-á cifrado nos 2,7%, de acordo com a primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicada esta terça-feira, 31 de março. Sâo mais 0,6 pontos percentuais face à variação homóloga de fevereiro.

A taxa de inflação de março já refletiu a subida dos produtos energéticos, fruto da crise no Médio Oriente

Horacio Villalobos/Getty Images

O “salto” na taxa de inflação deveu-se, de acordo com os números preliminares da autoridade estatística nacional, à componente da energia: “A aceleração do Índice de Preços no Consumidor é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis”, justifica.

A taxa de inflação em cadeia – ou seja, o ritmo de subida dos preços de um mês para o outro – terá sido, por seu lado, de 2%.

Segundo o INE, os preços da energia aumentaram, em média, 5,8%, em março, face ao nível médio de março de 2025. Em fevereiro, os preços médios desta componente até eram 2,2% mais baixos do que no mês homólogo.

Já a taxa de inflação dos produtos alimentares não transformados – como frescos e carne e peixe crus – abrandou para os 6,4%, face a 6,7% em fevereiro.

Entre os países que já apresentaram estimativas para a inflação de março estão Espanha, cuja taxa disparou um ponto percentual para os 3,3%, e a Alemanha, com uma subida também expressiva de 0,8 pontos percentuais para os 2,8%.

A subida das taxas está em linha com a expectativa atual das instituições nacionais e internacionais. O Banco de Portugal reviu recentemente a sua previsão para a inflação de 2026, antecipando hoje uma taxa média anual de 2,8%, face ao prognóstico de dezembro último, que estimava a média anual nos 2,1%.

O acelerar da inflação na zona euro é já um dado adquirido também para o Banco Central Europeu, com analistas a anteciparem uma possível subida das taxas diretoras já em abril.



SIC Noticias

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