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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, está no centro de uma polémica após ser acusado de transmitir informações sobre a União Europeia à Rússia.
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A denúncia foi avançada pelo jornal The Washington Post, que refere que o governante terá aproveitado as pausas nas reuniões da União Europeia para transmitir informações em tempo real a Moscovo.
A reação do governo húngaro não passou por uma negação direta das acusações.
Em vez disso, o governo húngaro acusou um jornalista de investigação de colaborar com serviços secretos estrangeiros, alegando que estes terão tido acesso ilegal às comunicações do primeiro-ministro.
O próprio Szijjártó também não desmentiu explicitamente os contactos com a Rússia, optando por defender-se através das redes sociais.
Hungria, uma “autocracia eleitoral”
O ministro denunciou aquilo que considera ser um “escândalo” relacionado com escutas ilegais realizadas por serviços de informação de outros países, divulgadas, segundo disse, a poucos dias das eleições legislativas.
O caso surge num momento politicamente sensível, com a Hungria a aproximar-se de eleições e as sondagens a indicarem vantagem para a oposição.
O governo liderado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán, no poder há mais de uma década, tem sido alvo de críticas recorrentes por alegado controlo sobre instituições como os media, tribunais e sistema eleitoral, num modelo que várias organizações classificam como uma “autocracia eleitoral”.
