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Hugo André Costa explica e detalha a Artemis II, missão que se inicia esta quarta-feira e que vai levar quatro astronautas à Lua. O diretor executivo da Agência Espacial Portuguesa conta que o objetivo da NASA é voltar e aterrar na Lua em 2028 e que esta missão pode também acelerar o marco de chegar a Marte.
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Esta quarta-feira, inicia-se a primeira viagem de astronautas à Lua em 50 anos. O lançamento da missão Artemis II será feito no Centro Espacial Kennedy da agência espacial norte-americana, em Cabo Canaveral, na Flórida.
Hugo André Costa, diretor executivo da Agência Espacial Portuguesa, explica que esta é uma “missão de teste para verificar que todos os sistemas da nave funcionam”.
“Nas primeiras 24 horas, os astronautas vão estar a orbitar o planeta Terra e a fazer os primeiros testes. Um dos primeiros testes que vão fazer é exatamente um teste de proximidade entre a nave e o módulo de propulsão que os vai lançar até parte do espaço, onde vão fazer uma pilotagem manual para verificar então a possibilidade de fazer a acoplagem para a próxima missão Artemis III e Artemis IV”, explica Hugo André Costa.
As singularidades de Artemis II
O diretor da Agência Espacial Portuguesa explica que a Artemis II tem, ao contrário da Apollo 11, a particularidade de ser uma missão internacional com vários parceiros de todo o planeta.
Para além da missão lunar ser também histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana, a Artemis II vai destacar-se também por não ligar os motores aquando do regresso à Terra.
“A Artesis II tem a particularidade da trajetória assistida pela gravidade para, dentro de 10 dias, regressar à Terra”, diz o especialista.
O diretor executivo da Agência Espacial Portuguesa explica ainda que o objetivo da NASA é, em 2028, voltar e aterrar na Lua. Após esse marco, o intuito é iniciar os planos para a criação de uma base lunar no polo sul da Lua.
“Este regresso à Lua poderá permitir acelerar aquilo que é a ida do Homem até Marte, uma vez que nos planos que se pensam para ir numa viagem até Marte está sair a partir da Lua, uma vez que a gravidade lunar é bastante mais reduzida que na Terra e, portanto, já estamos mais próximos da órbita de Marte e seria mais fácil”, explica Hugo André Costa, acrescentado, porém, que há um grande percurso pela frente até lá chegar.
