Portugal

Montenegro descarta Leitão Amaro no MAI: "Posso assegurar…"


O primeiro-ministro, Luís Montenegro, garantiu, esta sexta-feira, que António Leitão Amaro estará “na qualidade de ministro da Presidência no próximo Conselho de Ministros”, marcado para a próxima semana.

O esclarecimento surgiu depois de Montenegro ter sido questionado pelos jornalistas sobre a presença de António Leitão Amaro, atual ministro da Presidência, na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros desta sexta-feira, e na qual o chefe de Governo falava. Em causa está o ainda desconhecimento sobre o próximo ou próxima governante que vai assumir a tutela da Administração Interna, após a demissão do cargo de Maria Lúcia Amaral.

“[Os jornalistas] Têm sempre muita criatividade para colocar os assuntos que entendem que são – e muito bem – mais pertinentes”, apontou, sublinhando que Leitão Amaro estava nesta reunião e briefing como está em “todos”, dado ser o membro do Governo que tem “a responsabilidade de coordenar o processo legislativo e trabalho de coordenação política dentro do Governo, que muitas vezes depois é corporizado por ele próprio na apresentação das conclusões do Conselho de Ministros.”

“Hoje, acertámos que seria eu a fazer esse papel, mas o sr. ministro da Presidência esteve a cumprir a sua missão comigo, a preparar o teor desta comunicação e todos os documentos que saíram da reunião do Conselho de Ministros. É nessa qualidade que aqui estará e posso assegurar que é nessa qualidade que também estará na próxima semana no próximo briefing do Conselho de Ministros”, rematou.

No debate quinzenal que aconteceu na quinta-feira, Montenegro, que estava presente e foi “escrutinado” pelos partidos políticos em relação à gestão da crise com as consequências do mau tempo, o primeiro-ministro anunciou que iria propor um nome para substituir Maria Lúcia Amaral nos próximos dias. “Na próxima semana o Governo terá a sua recomposição completamente estabelecida com a proposta que farei ao Presidente da República”, afirmou

Atualmente, é o primeiro-ministro que está assumir a pasta. A demissão de Maria Lúcia Amaral foi conhecida a 10 de fevereiro, depois de várias críticas à forma como atuou e geriu a resposta face às tempestades que assolaram o país e causaram, pelo menos, 18 mortos. O Presidente da República aceitou a demissão, referindo depois que a situação era “complexa” tendo em conta o estado em que o país estava devido às tempestades, mas que era preciso “respeitar a vontade” da até aí ministra.

Questionado ainda no dia 10 sobre se a decisão já tinha sido tardia, o chefe de Estado disse que não se iria “substituir ao juízo que foi o juízo efetuado pela própria ministra”. E acrescentou: “Quem tomou a decisão, tomou a decisão, ponderou as circunstâncias, entendeu que não tinha condições pessoais e políticas.”

[Notícia em atualização]

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, soube da demissão de Maria Lúcia Amaral do cargo de ministra da Administração Interna depois de perder uma chamada do primeiro-ministro, Luís Montenegro. Mais tarde, também a ex-governante perdeu uma chamada do Presidente.

Ana Teresa Banha | 08:42 – 13/02/2026



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