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Conflito no Médio Oriente causa subidas da Euribor e maioria dos novos créditos à habitação são feitos com taxa mista


Economia

O crédito à habitação chegou ao valor mais baixo em um ano. Depois de sucessivos recordes, as famílias estão agora a pedir menos dinheiro aos bancos para comprar casa.

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Esta é a primeira queda em um ano no crédito à habitação. A contratação de novos créditos está a cair desde o início do ano, e ainda antes de começar a guerra no Médio Oriente, que já está a provocar uma subida das taxas Euribor.

O dinheiro emprestado pelos bancos para comprar casa baixou 120 milhões de euros em fevereiro, para 1600 milhões. É o valor mais baixo do último ano.

A taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação desceu para 2,83%, mas a maioria, 76%, foram contratados a taxa mista, que baixou para 2,71%.

Portugal tem a quinta taxa de juro mais baixa da zona euro, sendo que a média dos 21 países da moeda única ultrapassa os 3%.

Os dados do Banco de Portugal revelam ainda que a prestação média mensal continua a subir. Depois de várias descidas, sobe consecutivamente há seis meses, sendo que no segundo mês do ano chegou aos 422 euros.

Trata-se de uma média do total dos contratos de crédito à habitação e difere de família para família.

Quanto ao crédito ao consumo, a taxa de juro média dos novos contratos superou os 9%.

Além do crédito da casa e do pessoal, o regulador revela ainda que os bancos portugueses são dos que menos pagam pelos depósitos das famílias e das empresas.

Pior que Portugal só mesmo o Chipre, Eslovénia, Grécia e Bulgária, o mais recente Estado europeu a aderir ao Euro.

Os Países Baixos e a Itália são os que mais pagam juros pelas poupanças, mais de 2%. Em Portugal, os bancos pagaram em fevereiro em média 1,36%, mesmo com lucros de milhões.



SIC Noticias

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