O encerramento do Estreito de Ormuz está a bloquear a economia mundial, ao impedir a passagem de navios numa das principais rotas marítimas. Isto representa um drama adicional para milhares de tripulantes que permanecem retidos a bordo de duas mil embarcações retidas no Golfo Pérsico.
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Entre petroleiros, cargueiros e cruzeiros, estima-se que mais de 20 mil pessoas estejam bloqueadas no mar por causa do encerramento do Estreito de Ormuz. De acordo com as Nações Unidas, há mais de 2 mil navios presos no Golfo Pérsico, à espera de condições de segurança para retomar a viagem.
A Organização das Nações Unidas (ONU) considera este um cenário sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial e apela a todos os países envolvidos no conflito, bem como às empresas do setor, para que garantam a evacuação imediata dos tripulantes não essenciais. Para aqueles que permanecem a bordo, pede ainda a garantia de condições de vida dignas.
Entretanto, decorrem operações de abastecimento de água e comida, com o apoio de equipas da Organização Marítima Internacional.
Antes do início da guerra, passavam por Ormuz, diariamente, mais de 150 navios. Atualmente, na melhor das hipóteses, o Irão permite a passagem de apenas quatro ou cinco embarcações por dia.
