Hugo Soares, líder parlamentar e secretário-geral do PSD, defende que os sociais-democratas devem dialogar com todos os partidos, incluindo o Chega, classificando como “infantilidade” as críticas aos entendimentos entre as duas forças políticas. Garante que os diálogos pontuais não colocam em causa o “não é não” ao partido liderado por André Ventura.
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Antes de justificar os entendimentos com o Chega, Hugo Soares aponta que, com o acordo entre PS e Chega que permitiu alterar o subsídio de mobilidade, os dois partidos da oposição “desfizeram tudo o que são regras”:
“A partir de agora não há tetos para as viagens que todos subsidiamos, nós na Madeira, nos Açores e no continente, para as pessoas virem. Os princípios elementares, como o controlo se há dívidas ao Estado, deixaram de existir.”
Por esse motivo, entende que o acordo entre PSD e o Chega sobre a leia da nacionalidade “é o normal do Parlamento”.
Aponta ainda como “infantilidade” as críticas feitas ao PSD sobre os entendimentos que tem alcançado com o partido de André Ventura:
“Sempre que o PSD fala com um partido não pode falar com o outro porque o outro faz birra. Não adianta. Nós vamos assumir aquilo com que nos comprometemos com os portugueses: falar com todos.”
O “não é não” ao Chega, no entender do social-democrata, não é posto em causa pelo facto de o PSD estar a “fazer aquilo com que se comprometeu”, que é, reforça, dialogar com todas as forças políticas.
‘Importa-se de repetir?’ é um espaço de análise política com Bernardo Ferrão, Ângela Silva e Paulo Baldaia, todas as quartas-feiras na Edição da Noite da SIC Notícias. Todas as semanas, é debatida uma declaração da atualidade que tenha deixado dúvidas ou causado perplexidade.
