Donald Trump tornou-se no primeiro presidente em funções a ir ao Supremo Tribunal para pressionar juízes. O líder norte-americano está a lidar com mais uma decisão judicial negativa sobre o salão de baile e com um escândalo fetichista em torno de Kristi Noem, enquanto um dos filhos apresenta o projeto para a futura biblioteca presidencial.
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Até pode parecer, mas não é, um novo empreendimento imobiliário da família. Apesar do nome, em letras garrafais, um arranha-céus em Miami, na Flórida, será a biblioteca Donald Trump.
Normalmente, bibliotecas presidenciais são arquivos e museus que servem para juntar documentos e objetos pessoais de um Presidente. Pagas por fundos privados, pretendem gerar estudo e discussão pública.
Criadas em parte com inteligência artificial da Google, nenhuma destas imagens é de um documento ou livro. Preferem-se aviões diversos, num edifício que terá também um hotel.
Justiça bloqueou salão de baile na Casa Branca
Demolida a ala Este da Casa Branca, a justiça bloqueou agora a construção do salão de baile que Donald Trump tanto deseja. Desde o primeiro dia deste mandato, quer acabar com a cidadania automática para quem nasça em solo dos Estados Unidos.
Pretende que só se possa ser cidadão se pelo menos um dos pais também o for ou tenha autorização de residência.
Vista como uma forma de pressão aos juízes, Trump esteve presente enquanto eram apresentados os argumentos legais, numa presença presidencial inédita no Supremo Tribunal. Desta vez, não falou, mas na véspera tinha explicado porque queria lá estar.
O que diz a Constituição?
A 14.ª Emenda da Constituição diz que “todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos são cidadãos dos Estados Unidos e do estado onde residem”. Foi aprovada em 1866 para permitir o acesso de antigos escravos à cidadania.
A Administração quer que o Supremo interprete o texto e invoca uma decisão do final do século XIX. Na altura, foi rejeitada a nacionalidade a um ameríndio nascido em solo já então dos Estados Unidos, que se submetera à autoridade federal americana. A decisão só deverá ser conhecida no fim de junho.
O secretário da Defesa recusou punir os pilotos do exército que usaram recursos públicos para sobrevoar a casa do cantor Kid Rock, num aparente apoio ao grande apoiante de Donald Trump.
Num escândalo paralelo, o marido da ultraconservadora Kristi Noem, afastada do Departamento de Segurança Interna, foi apanhado em fotos fetichistas, envergando um peito feminino artificial.
As imagens foram divulgadas pelo tablóide britânico Daily Mail. Kristi Noem assume-se chocada e surpreendida, e Trump diz que nada tem a ver com aquilo.
