Um jovem de 17 anos desapareceu da praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica, durante a tarde desta quarta-feira. Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) dá conta de que o alerta foi dado pelos nadadores-salvadores pelas 16h55.
“Na sequência de um alerta recebido pelas 16h55, através dos nadadores-salvadores da Associação de Nadadores-Salvadores Frente Urbana, foram de imediato iniciadas buscas coordenadas pelo Capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima de Lisboa”, pode ler-se na página online da AMN.
Segundo a autoridade, o jovem estaria na praia a jogar futebol com os amigos, “tendo entrado no mar e acabado por desaparecer”.
“Nas operações de busca estão empenhados tripulantes da Estação Salva-vidas de Cascais, elementos da Capitania do Porto e do Comando Local da Polícia Marítima de Lisboa e nadadores-salvadores da Associação de Nadadores-Salvadores Frente Urbana. Para o local está também a deslocar-se uma aeronave da Força Aérea Portuguesa”, acrescentou ainda a AMN.
Recorde-se de que a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) já tinha deixado um apelo na terça-feira para que todos os banhistas tivessem o “máximo cuidado” quando estivessem nas praias, notando que ainda há várias zonas que não têm vigilância.
“Vamos ter agora um período de duas semanas que é o mais crítico para o afogamento em Portugal, em que temos praias não vigiadas, muita gente de férias e bom tempo”, afirmou o presidente da FEPONS, Alexandre Tadeia, apelando ao “máximo cuidado”.
Os dados da federação, relativos a anos anteriores, levam a classificar esta fase do ano como “terrível” no que toca a afogamentos, com Alexandre Tadeia a alertar que “toda a gente deve ter o máximo cuidado, não se aproximar da água”, porque “as condições aquáticas não são propícias ao lazer”.
De acordo com o presidente da FEPONS, “nos anos anteriores estas duas semanas [do período da Páscoa] têm estado com valores muito acima da média do afogamento”, já que a média de mortes por afogamento é de “4,96 por quinzena” e nos “anos anteriores [na quinzena da Páscoa] os valores têm sido o dobro e, em alguns anos, até quatro vezes mais”.
[Notícia atualizada às 18h43]
