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Compras online: maioria dos produtos fora da UE não cumpre normas de segurança europeias


Europa

A maioria dos cosméticos, equipamentos de proteção individual e suplementos alimentares comprados ‘online’ a operadores fora da União Europeia não cumpre as normas europeias de segurança, revelou uma operação divulgada pelo Infarmed que analisou mais de 11.300 produtos.

Compras online: maioria dos produtos fora da UE não cumpre normas de segurança europeias

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A operação de controlo à escala europeia decorreu entre outubro e dezembro de 2025 e analisou 11.338 produtos adquiridos através do comércio eletrónico e enviados diretamente aos consumidores europeus, refere a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) num comunicado publicado no ‘site’.

A iniciativa coordenada pela Comissão Europeia incidiu sobre cosméticos, equipamentos de proteção individual e suplementos alimentares.

Nos cosméticos, como cremes, maquilhagem, pastas dentífricas ou produtos para cabelo e unhas, foram analisadas cerca de 6.000 unidades, tendo-se verificado que 65% não cumpriam os requisitos da União Europeia, nomeadamente por falta ou incorreção da rotulagem, ausência de documentação obrigatória ou presença de ingredientes proibidos.

Maioria vem da China, EUA e Reino Unido

As conclusões da Comissão Europeia revelam que “a maioria dos produtos não conformes tinha origem em países terceiros, sobretudo da China, Estados Unidos e Reino Unido”.

“O rápido crescimento do comércio eletrónico tem aumentado significativamente o número de encomendas que entram no mercado europeu”, sublinha o Infarmed.

Segundo a Comissão Europeia, a ação envolveu autoridades aduaneiras, entidades de vigilância do mercado e organismos responsáveis pela segurança alimentar de 27 Estados-Membros, entre os quais Portugal, através da participação do Infarmed, entre outras entidades.

As autoridades europeias sublinham que estes controlos são essenciais para garantir que apenas produtos seguros chegam aos consumidores e que as empresas que cumprem as regras europeias não são colocadas em desvantagem no mercado único.

O Infarmed afirma que irá continuar a participar nestas ações de cooperação europeia e a garantir a vigilância do mercado nacional, com o objetivo de proteger a saúde pública e o cumprimento das normas aplicáveis.



SIC Noticias

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