Os subúrbios do sul da capital do Líbano, Beirute, foram bombardeados pelo menos duas vezes durante a madrugada, avançou a agência de notícias France-Presse (AFP). Um jornalista da AFP ouviu fortes explosões e viu fumo a elevar-se no céu. Simultaneamente, as Forças de Defesa de Israel anunciaram nas redes sociais que tinham “iniciado ataques às infraestruturas do Hezbollah em Beirute”.

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O Líbano foi arrastado para o conflito em curso no Médio Oriente quando o Hezbollah lançou morteiros sobre Israel, em retaliação pela ofensiva aérea lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel sobre o Irão.
Israel ripostou com ataques aéreos maciços em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre.
Mais de 1.300 mortos e 1 milhão de deslocados
Segundo as autoridades libanesas, o conflito fez, em 30 dias, mais de 1.300 mortos e mais de um milhão de deslocados, o que representa mais de um sexto da população do país.
Na sexta-feira, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano anunciou que três “capacetes azuis” ficaram feridos devido a uma explosão, de origem ainda por determinar, no interior de uma das posições no sul do país.
Isto depois de três elementos da missão, soldados indonésios, terem sido mortos em menos de uma semana.
EUA falam em possíveis ataques iranianos à universidades
Também na sexta-feira, a Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Beirute alertou para a possibilidade de o Irão ou grupos armados aliados atacarem universidades norte-americanas no Líbano.
Num comunicado, a missão diplomática indicou que “o Irão e as milícias afiliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano” e salientou que Teerão “ameaçou especificamente universidades norte-americanas em todo o Médio Oriente”.
O Departamento de Estado recomendou que os cidadãos norte-americanos abandonem o Líbano “enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis”, de acordo com o comunicado, que destaca a natureza “volátil e imprevisível” da situação de segurança no país.
“Instamos os cidadãos norte-americanos a não viajarem para o Líbano. Recomendamos que os cidadãos norte-americanos que se encontrem no Líbano e optarem por não sair do país elaborem planos de contingência de emergência e estejam preparados para procurar abrigo caso a situação se agrave”, prosseguiu o comunicado.
O governo dos EUA alertou os cidadãos de que a Embaixada no Líbano “está a prestar serviços limitados de passaporte a cidadãos norte-americanos a título de emergência” e que “todos os serviços consulares regulares estão suspensos até novo aviso”.
O alerta surge após uma recente onda de controvérsias nos círculos políticos e mediáticos libaneses, na sequência da disseminação de ameaças por parte de grupos ligados à milícia libanesa pró-Irão Hezbollah, que identificaram instituições como a Universidade Americana de Beirute e a Universidade Americana Libanesa como potenciais alvos.
