A campanha ‘Sécur’Páscoa 2026’ decorreu entre as 09h00 e as 13h00, na primeira área de serviço da Autoestrada das Beiras Litoral e Alta, que liga Aveiro a Vilar Formoso, depois da principal fronteira com Espanha.
Apesar de promovida em conjunto, apenas a ANAFS esteve no Alto do Leomil, no concelho de Almeida, no distrito da Guarda.
A iniciativa registou poucas abordagens nas primeiras horas, mas intensificou-se a partir do meio-dia.
“Há menos emigrantes do que no Natal e, naturalmente, muito menos do que no Verão, mas ainda há alguns que mantêm a tradição de vir a Portugal festejar a Páscoa”, disse Carlos Pinto, coordenador adjunto na ANAFS, à agência Lusa.
O responsável adiantou que os promotores estavam a contar contactar “entre 150 a 200 pessoas” nas quatro horas da ação, mas a meio da manhã não tinham atingido “nem metade desse número”.
“Tem havido uma movimentação a conta-gotas. Há sempre carros que param, mas houve poucas intervenções nas primeiras horas. Estamos a contar com um incremento lá mais para o final da manhã”, referiu.
Carlos Pinto acrescentou que a iniciativa foi deslocada de Vilar Formoso para a área de serviço do Alto de Leomil, a cerca de sete quilómetros, por razões de segurança e para não perturbar o trânsito na zona da fronteira, tendo contado com o apoio da GNR.
“A ideia é reforçar os comportamentos de segurança dos cidadãos e dos nossos emigrantes que param por aqui para abastecer e para retemperar energias”, disse.
Tal como as acções levadas a cabo no verão e no Natal, a campanha ‘Sécur’Páscoa’ consiste na distribuição de folhetos e de conselhos de segurança rodoviária aos automobilistas.
“Aconselhamos os nossos concidadãos a fazerem uma condução segura, com pausas na viagem e que se abstenham do consumo de bebidas alcoólicas, para que cheguem ao destino, junto das famílias que os esperam, porque o mais importante é exatamente isso, é chegar em segurança”, explicou o coordenador adjunto da ANAFS.
Carlos Pinto referiu que a ANAFS colabora com a Cap Magellan desde o verão de 2025 e que os auomobilistas que pararam esta manhã na área de serviço da A25 têm sido “muito recetivos à mensagem que passamos”.
“As pessoas começaram fazer conduções mais seguras, têm noção dos perigos que podem encontrar na estrada e param com frequência ao longo da viagem, que, na maioria dos casos, é de mais de 1.500 quilómetros. Portanto, são muitas horas ao volante”, especificou.
Fundada em Paris em 1991, a Cap Magellan é a maior associação de jovens lusófonos e lusófilos que partilham o mesmo desejo de promover a língua portuguesa e a cultura lusófona.
Todos os anos, desde 2003, a associação organiza uma campanha de segurança rodoviária intitulada ‘Sécur’été’ para sensibilizar os automobilistas que partem de férias para os perigos das longas viagens, como a fadiga ao volante e os riscos associados ao consumo de álcool.
Desde 2024, em colaboração com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e outros parceiros, são também desenvolvidas ações de prevenção na altura da Páscoa e do Natal.
A ANAFS é uma organização não-governamental (ONG) e IPSS cuja missão é “ensinar comportamentos securitários em termos de proteção civil, de segurança rodoviária e de preparação para uma situação de catástrofe”, adiantou Carlos Pinto.
“As formações sanitárias são estruturas que emergem da sociedade civil para melhor a preparar e torná-la mais resiliente a qualquer tipo de situação catastrófica ou de acidente grave”, disse.
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