Um bebé nasceu no interior de uma ambulância no quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira, na passada terça-feira, 31 de março.
Segundo a corporação, numa nota partilhada nas redes sociais, os operacionais foram acionados “para uma situação de trabalho de parto, ocorrida no interior da própria unidade”.
O parto acabou por ocorrer pelas 15h39 em segurança no interior de uma ambulância, com o apoio da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Vila Franca de Xira.
“A ocorrência decorreu de forma favorável, tendo sido assegurada toda a assistência necessária à mãe e ao recém-nascido”, destacaram os Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira.
Segundo o jornal local Notícias do Sorraia, a grávida tinha sido levada pouco tempo antes por um familiar para o quartel dos bombeiros por estar “em iminente trabalho de parto”.
À chegada, a parturiente foi imediatamente colocada numa ambulância da corporação, onde acabou por nascer o bebé.
Partos em ambulâncias mais do que duplicaram em 2025
Só em 2025 nasceram, pelo menos, 60 bebés em ambulâncias em Portugal. Trata-se de um aumento de 114%, uma vez que em 2024 tinham sido registados 28 partos nestas circunstâncias, segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enviados ao Público. Há ainda registo de 23 partos na via pública.
Do total de partos em ambulâncias e na via pública, quase metade (36) ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Em janeiro, contudo, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu que o número de partos fora dos hospitais, em Portugal, é semelhante ao da última década, ocorrendo a maior parte no domicílio.
“Os números são semelhantes aos últimos anos, com exceção da pandemia em que houve mais partos extra-hospitalares, pelas razões que se compreendem. Portanto, não há nenhuma grande alteração relativamente ao número de partos extra-hospitalares. Ou seja, o número é sensivelmente o mesmo da última década”, disse a ministra após ter participado na conferência “Futuro da Saúde na Europa”, no Porto.
Segundo Ana Paula Martins, “a maior parte dos partos extra-hospitalares não ocorre na via pública, felizmente, e nem ocorre nas ambulâncias. Ocorre no domicílio”, acrescentando que, por essa razão, “o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] acaba por ser chamado para poder resolver situações que se complicam”.
E em 2026?
Só este ano já nasceram cerca de 15 bebés em ambulâncias, os últimos dos quais em Elvas, Alenquer e Lisboa. No entanto, o número poderá ser maior, uma vez que nem todas as corporações divulgam estas ocorrências.
