O primeiro-ministro, Luís Montenegro, surgiu, este domingo, sem cinto de segurança no banco traseiro de uma viatura em andamento num vídeo partilhado nas redes sociais. As imagens estão a gerar controvérsia nas redes sociais.
No vídeo em questão, partilhado nas páginas de Luís Montenegro e do Governo, o primeiro-ministro surge sentado no banco traseiro a falar com o seu motorista. O cinto de segurança, note-se, não é visível nem Luís Montenegro, nem no motorista.
Uma fonte do gabinete do primeiro-ministro confirmou que Luís Montenegro seguia sem o cinto de segurança naquele momento, de acordo com a CNN Portugal. Referiu, no entanto, que o motorista tinha o cinto de segurança posto, embora não seja perceptível na imagem.
O uso de cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes de um veículo. A sua não utilização é considerada uma infração grave, podendo as coimas variar entre os 120 e 600 euros.
Veja o vídeo abaixo:
As reações ao facto de o primeiro-ministro não estar a usar o cinto de segurança não tardaram, com os internautas a deixarem críticas.
“O primeiro-ministro está isento do uso de cinto de segurança? É que fui ler o código da estrada e não encontrei nada”, escreveu um internauta.
Já outro destacou: “E o cinto? Nenhum usa porquê?”
De recordar que, este domingo, o Ministério da Administração Interna fez um apelo para que os condutores tivessem prudência nas estradas, tendo em conta que vários regressam a casa, depois do fim de semana da Páscoa.
O próprio ministro da Administração Interna, Luís Neves, recorreu às suas redes sociais para fazer um “apelo muito forte” aos condutores.
“Neste dia de Páscoa e de regresso a casa faço um apelo muito forte. Abrande. Não conduza sob o efeito de álcool. Evite distrações. Nenhuma viagem vale uma vida. Conto com cada um de vós. Há que chegar e voltar em segurança”, escreveu.
Saliente-se ainda que as operações de Páscoa 2026 da Polícia de Seguranla Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) registaram 18 mortos, em mais de dois mil acidentes, de que resultaram 42 feridos graves e 668 feridos ligeiros. Este número representa aproximadamente quase o dobro do registado no mesmo período em 2025.
