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Fotógrafa Vivan Maier, um enigma por decifrar no Porto


Exposições

A fotógrafa Vivian Maier, que registou o outro lado do sonho americano pelas ruas de Nova Iorque e Chicago, durante mais de quatro décadas, morreu no anonimato, antes de ser descoberta como um fenómeno mundial. Agora tem uma grande exposição no Centro Português de Fotografia no Porto.

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Discreta e misteriosa, Vivian Maier fez arte do trivial quotidiano, capturou a essência da humanidade em desconhecidos com que se cruzava nas ruas de Chicago ou Nova Iorque, ao longo de quatro décadas.

Viu sem querer ser vista, sempre no singular, não casou e não teve filhos. Não tinha casa própria. De poucos recursos financeiros, trabalhou como ama e foi chamada mais tarde de Mary Poppins, de Rolleiflex à cintura.

Entre passeios com as crianças, documentou uma época e um outro lado do sonho americano.

Vivian Maier juntou mais de 150 mil fotografias fechadas num cacifo, muitas ainda por revelar e filmagens em Super8.

Foram vendidas por um acaso em leilão, dois anos antes da sua morte, ao historiador Jonh Maloof que, na procura de arquivo documental, descobriu o fenómeno Vivian Maier que deixa a marca nos mais de 500 autoretratos que tirava por ano.

Depois de Viena de Áustria, Berlim, São Paulo e Seul, o Porto recebe a maior exposição de Vivian Maier em Portugal, um legado que fica em exposição até agosto no Centro Português de Fotografia e que se resume numa frase: “Se tens um sonho vai até ao fim, não renuncies, não te rendas”



SIC Noticias

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