Portugal

Português assassinado no Brasil. Ajuste de contas ou crime passional?

Um português de 44 anos foi morto a tiro num bar de Taguatinga, no Brasil, na madrugada do dia 22 de março.

Passados vários dias do violento assassinato, começam a ser revelados mais pormenores sobre o caso.

De acordo com a imprensa brasileira, António Leão, que era conhecido na zona por ‘Portuga’ poderá ter sido vítima de um “ajuste de contas”, relacionado com atividades ilícitas.

Já uma amiga garantiu às autoridades que se tratou de um “crime passional”.

O que já se sabe, segundo o Correio da Manhã, é que António Leão é um antigo parceiro do narcotraficante Rúben Oliveira, conhecido pela alcunha ‘Xuxas’ e que chegou, inclusive, a ser suspeito na investigação que resultou na condenação desse a 20 anos de prisão por liderar o chamado ‘Cartel dos Olivais’, uma rede criminosa que se dedicava a importar cocaína para Portugal.

O crime

Na madrugada de domingo 22 de março, António Leão deslocou-se a um bar, do qual era cliente habitual, na região de Taguatinga para comprar tabaco.

‘Portuga’ estava acompanhado por dois amigos brasileiros, um homem e uma mulher, quando foi executado com vários tiros disparados pelo condutor de uma mota, todo vestido de preto e com capacete na cabeça.

O amigo do português, identificado como Jhon Jhon, de 45 anos, também morreu no ataque. Já a mulher, cuja identidade não é revelada pela comunicação social brasileira, escapou.

De acordo com o Metrópoles, António Leão ainda foi socorrido e levado até ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas acabou por não resistir aos ferimentos e morreu. Já Jhon Jhon terá tido morte quase imediata.

Conta o mesmo jornal que, antes de entrar no bar, o criminoso sabia quem queria matar.

Câmaras de videovigilância registaram passo a passo

As câmeras de videovigilância registaram cada passo do ataque. As imagens, entretanto tornadas públicas mas que o Notícias ao Minuto optou por não reproduzir, mostram o momento em que o condutor da mota passa lentamente pelo local, observa o movimento e, sem levantar suspeitas, dá a volta antes de estacionar em frente ao bar.

Nessa altura, desce do motociclo, entra no estabelecimento, possivelmente já com a arma nas mãos, e seguem-se momentos de pânico. Veem-se mulheres a correr em pânico, enquanto um carro estacionado nas imediações arranca às pressas para fugir do local.

Logo após os disparos, o atirador regressa rapidamente para a mota e foge.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), assim que identificou António Leão, o criminoso abriu fogo, efetuando diversos disparos, que acabaram por atingir (e matar) também o amigo do português.

Os restantes clientes do estabelecimento tentaram proteger-se como puderam.

Para já, ainda ninguém foi detido. O uso do capacete está a dificultar a identificação do suspeito. Por isso, as autoridades pedem ajuda à comunidade, com promessas de “sigilo total”.

Ajuste de contas ou crime passional?

Aos investigadores, a mulher que acompanhava as duas vítimas mortais garantiu que António Leão foi vítima de um crime passional.

Mas as autoridades brasileiras não acreditam nesta teoria e o caso está a ser investigado como um possível “ajuste de contas” entre gangues rivais, devido a crimes, muito provavelmente, relacionados com tráfico de estupefacientes.

De acordo com o jornal Record, o bar onde ocorreu o crime já é conhecido por “brigas e confusões” e não tinha “alvará para funcionar”.

Fugiu para o Brasil por temer ser detido

Já segundo o Correio da Manhã, por ser ex-parceiro de ‘Xuxas’ e ter sido, inclusive investigado no caso que levou o narcotraficante a ser condenado a 20 anos de prisão, António Leão, cuja última morada conhecida era em Campo Maior, distrito de Portalegre, fugiu para o Brasil.

Fonte policial garantiu mesmo ao matutino que o português temia ser detido no âmbito de uma nova investigação da Polícia Judiciária (PJ).

De acordo com o jornal, António Leão constava mesmo na lista de protagonistas da Operação Exotic Fruit da PJ, que levou à condenação de Rúben Oliveira. O português chegou a ser apanhado em escutas “a combinar estratégias para importar cocaína para Portugal” e terá sido mesmo intermediário na compra de um imóvel por parte de ‘Xuxas’.

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