O governo vai ter de renegociar o contrato de gestão do novo hospital de Lisboa, depois de perder acesso a 100 milhões de euros que vinham do PRR. O Executivo garante que a obra é para continuar mas não se compromete com prazos.
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Era outubro de 2024 e o Governo de Luís Montenegro lançava a obra do novo hospital de Todos os Santos, em Lisboa, prometida há mais de 20 anos. Para a construção, estava previsto que o Estado recebesse 100 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência.
O problema é que os sucessivos atrasos fizeram com que se perdesse o acesso a este dinheiro. À SIC, o Ministério da Economia diz que a solução para o financiamento do novo hospital será resolvida em sede de Conselho de Ministros. Acrescenta ainda que a continuação da obra não está, nem nunca esteve, em causa, mas não revela se haverá nova derrapagem dos prazos.
Em novembro do ano passado, o Governo propôs a Bruxelas renegociar verbas do PRR, que já sabia que não ia conseguir executar até ao final de agosto deste ano. Entre elas, estavam estes 100 milhões de euros que, no plano inicial, serviriam para financiar a construção do novo hospital, novos centros de saúde e mais camas para cuidados continuados e paliativos.
O gabinete do ministro Castro Almeida garante que o investimento foi retirado por impossibilidade de execução no prazo estabelecido e imperativo do PRR. Sem este dinheiro, o Governo avançou para a criação de uma comissão para renegociar o contrato de gestão. A ideia é procurar outras soluções de financiamento, alterar os pagamentos ao setor privado e tentar evitar que a situação vá parar aos tribunais.
O novo hospital vai substituir unidades como o Hospital de são José, Capuchos ou Santa Maria e chegou a estar previsto para o fim de 2026. Atualmente, a data para a conclusão é dezembro de 2028.
