Cultura

“Todos os dias temos mortes nas estradas, deve ser o risco que mais mata em Portugal”


País

Face aos dados da Operação Páscoa da GNR e PSP, André Morais, especialista em Proteção Civil, considera que a elevada sinistralidade nas estradas se deve a vários fatores, mas que grande parte acontece devido “à má utilização das condições de trânsito” e às poucas condições de certos trajetos. O especialista acrescenta que, apesar das várias campanhas de sensibilização, muitas vezes as pessoas não estão dispostas a acatar as regras de trânsito.

Loading…

Não nos podemos esquecer que grande parte desta fatia deve-se à má utilização daquilo que são as condições de trânsito e àquilo que é, inadvertidamente, um princípio basilar que é não conduzir ao telemóvel, não beber bebidas alcoólicas e velocidade regrada. Na verdade, isso nem sempre acontece”, afirma o especialista do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) do Montijo.

As operações especiais de GNR e PSP dedicadas ao trânsito no período da Páscoa registaram até segunda-feira um total de 20 mortos em 2.602 acidentes rodoviários, além de outras 53 pessoas terem ficado gravemente feridas.

“Todos os dias temos mortes nas estradas, deve ser o risco, que é um risco tecnológico, que mais mata em Portugal”, afirma André Matias.

Para além do incumprimento das regras de boa conduta nas estradas, André Matias considera que alguns acidentes podem ocorrer devido falta de condições que algumas estradas.

“Temos de aqui trazer à equação que o traçado rodoviário não é o mais bem preparado, alguns deles são muito antigos, com muita sinuosidade, com muita impreparação daquilo que é o campo visual”, afirma André Matias.

O especialista salientou ainda que as autoridades têm levado a cabo importantes campanhas e ações de sensibilização. Porém, André Matias destaca que as ações não acontecem só por si e que é decisivo que as pessoas estejam dispostas a adotar os comportamentos adequados.

“O comportamento só muda se o ser humano assim quiser (…) É muito difícil nos podermos pensar numa campanha nacional e esquecer o ser humano. O ser humano é um animal de hábitos e nós temos de criar esses hábitos, mas que também ele os queira adquirir”, disse o especialista, referindo-se às regras de trânsito.

Questionado sobre o vídeo em que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, surge sem cinto de segurança no banco de trás do carro oficial, André Matias afirma que as regras ditam a utilização do cinto, mas que é “importante perceber o que estava a ser feito e em que circuito estava a ser feito”.



SIC Noticias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *