A Federação de Bombeiros do Algarve está preocupada com o impacto do aumento do preço dos combustíveis na sustentabilidade financeira e operacional das corporações. Segundo a Federação, a ajuda do Governo não é suficiente.
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A associação de bombeiros em Faro nem é das maiores no Algarve e, por semana, gasta, em média, 1000 litros de combustível.
Com o aumento de 50 cêntimos por litro, este mês vai pagar mais dois mil euros pelo abastecimento das viaturas. O problema multiplica-se por todas as corporações. A Federação de Bombeiros do Algarve está profundamente preocupada com o impacto operacional.
“Se nós não tivermos dinheiro para abastecer as viaturas, como é que nós saímos? (…) É uma decisão difícil, como é que eu vou virar-me para o meu comandante e dizer eu não consigo pagar o combustível, não atestem as ambulâncias, não atestem os carros de fogo”, afirma Steven Piedade, da Federação de Bombeiros do Algarve.
O apoio aos bombeiros está incluído no pacote de 150 milhões de euros de ajudas diretas anunciadas pelo Governo, mas para a Federação de Bombeiros do Algarve, a ajuda ainda não resolve o problema.
“São 360 euros por viatura pesada e 120 euros por viatura ligeira. São 1200 quilómetros (…) uma viatura do INEM é capaz de fazer no verão isso em dois dias, não vai chegar”, acrescenta Steven Piedade.
Como tal, a Federação apresenta uma conjunto de propostas concentra, entre as quais a redução do IVA para a taxa mínima e a redução direta do ISP no abastecimento, que deve seguir ainda esta terça-feira para o Ministério da Administração Interna.
