O prazo para apresentação das candidaturas aos apoios para as vítimas das tempestades termina esta terça-feira à meia-noite. O processo continua lento. Das 30 mil candidaturas apresentadas até ao final de março, apenas 10% dos processos estavam concluídos. O próprio ministro da Economia admite que o dinheiro não está a chegar às vítimas.
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A plataforma para pedir os apoios ficou disponível no início de fevereiro e fecha esta terça-feira.
Em Leiria, um dos concelhos mais afetados pelas tempestades, foram submetidas mais de 9.200 candidaturas para a reconstrução de casas.
Da região de Lisboa e Vale do Tejo tinham chegado, no final de março, mais de 7.300 pedidos de apoio.
De Norte a Sul do país, foram apresentadas 30 mil candidaturas. Destas, pouco mais de 10% foram aprovadas, traduzindo-se em quatro milhões de euros pagos num total de 250 milhões disponíveis.
Cada pedido é inicialmente analisado pelas câmaras municipais, que verificam a documentação apresentada e avaliam a relação entre os danos e a tempestade. Após validação, as candidaturas são remetidas às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais, entidades responsáveis pela verificação final de cada pedido e pelo pagamento dos apoios.
O prazo de candidaturas termina à meia-noite desta terça-feira, mas dos pedidos já submetidos há respostas que tardam a chegar.
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, admite a demora nos processos, mas avança com uma data para conclusão:
“O nosso objetivo é acelerar o processo o mais possível. Temos todos nós o compromisso de terminar o processo até ao dia 30 de junho.”
Na visita às zonas afetadas, o Presidente da República deixou um recado ao Governo de que é preciso acelerar a chegada do apoio financeiro às populações.
