A NASA divulgou novas fotografias da missão Artemis II, com a tripulação a registar o momento em que a Terra se põe no horizonte da Lua, sendo também mostrado o eclipse total do sol.

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Num dos momentos mais incertos na Terra, a humanidade deu um passo histórico na exploração do cosmos. Pela primeira vez, uma missão tripulada sobrevoou a face oculta da Lua, recolhendo informação sobre um local nunca antes observado pelo homem.
A nave tripulada Orion da missão Artemis II da NASA restabeleceu esta terça-feira o contacto com a Terra após passar cerca de 40 minutos em silêncio total enquanto sobrevoava a face oculta da Lua, uma interrupção normal.
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Os astronautas recolheram dados e observaram diretamente a superfície que era até então desconhecida.
Trump congratula coragem dos astronautas
Já depois de restabelecidas as comunicações, a tripulação falou com Donald Trump, que elogiou a coragem dos astronautas.
A NASA disse no X que a tripulação da Artemis II propôs dar o nome de Integrity a duas das crateras da bacia, em homenagem ao nome que deram à sua cápsula, e Carroll, em homenagem à falecida esposa do comandante da missão, Reid Wiseman.
Viagem bate recorde espacial
Este é um marco histórico para a humanidade, com a missão Artemis II a bater um novo recorde, ao ficar a mais de 406 mil quilómetros de distância da Terra, o voo espacial humano mais distante de sempre. Passaram por um raro sobrevoo do lado oculto da Lua, que revelou uma superfície lunar sob bombardeamento cósmico.
Esta é a segunda missão do programa Artemis, após o voo não tripulado de 2022, e antecede as próximas missões, nas quais os astronautas esperam pisar na Lua em 2028 e começar a estabelecer uma presença permanente no satélite natural com uma base, além de criar as condições para a exploração de Marte.
