A NASA divulgou fotografias da missão Artemis II que mostram o lado oculto da Lua, o planeta Terra como nunca visto e um eclipse total do Sol que só pode ser observado a partir do Espaço.
“É preciso sair da ilha para ver a ilha”, escreveu José Saramago, e o mesmo se pode dizer em relação à Terra. Vista do Espaço, a casa da humanidade é muito diferente. A 400 mil quilómetros de distância, não há sinais de guerra nem vestígios de ódio, apenas um planeta redondo, ligeiramente achatado nos polos, sobretudo azul.
Os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o astronauta da CSA (Agência Espacial Canadiana) Jeremy Hansen têm tirado milhares de fotografias a bordo da nave espacial Orion.
“Os nossos quatro astronautas da Artemis II – Reid, Victor, Christina e Jeremy – levaram a humanidade numa viagem incrível à volta da Lua e trouxeram de volta imagens tão requintadas e repletas de ciência que irão inspirar as gerações vindouras”, afirma Nicky Fox, administradora da Direção de Missões Científicas, na sede da NASA, em Washington.
Nas imagens da Terra é possível ver auroras austrais no polo sul e o planeta ‘virado do avesso’ em relação à forma como é representado nos globos terrestres, com a Península Ibérica a surgir abaixo do continente africano. Noutra fotografia, com a Lua em primeiro plano, o planeta Terra parece uma lua em fase crescente no horizonte.
Um eclipse inédito e o que mostra o lado oculto da Lua
Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen fotografaram ainda um eclipse solar inédito. Durante uma hora, o Sol ficou oculto à vista ao passar por detrás da Lua, da perspetiva da cápsula Orion, um fenómeno que não pode ser visto a partir da Terra.
As imagens mostram a lua completamente escura, contornada pela coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol.
Já as fotos do lado oculto da Lua mostram algumas regiões nunca antes vistas. Durante a aproximação lunar, a tripulação documentou crateras de impacto, antigos fluxos de lava e fraturas na superfície que ajudarão os cientistas a estudar a evolução geológica do satélite natural. cor, brilho e textura ao longo do terreno.
Os astronautas dizem ter observado quatro brilhos de impacto – fenómenos de luz que ocorrem após a colisão de meteoritos com a superfície lunar – pó lunar levantado por forças eletroestáticas e novas cores.
Também atribuíram nomes provisórios a crateras lunares ainda sem designação oficial. Um desses locais foi batizado “Carroll”, em homenagem à mulher do comandante Reid Wiseman que morreu vítima de cancro.
