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Câmara do Porto disponível para encontrar novos espaços para empresas do Edifício Transparente


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O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, mostrou hoje disponibilidade para ajudar os empresários do Edifício Transparente a encontrar espaços alternativos, considerando que a demolição parcial do imóvel é uma “grande notícia” para a cidade.

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“Quem está a liderar uma câmara tem sempre de colocar o interesse coletivo acima dos interesses particulares e este é um caso evidente. As pessoas estão ali, mas sabem qual é o prazo para que têm que estar ali (…) se for preciso o auxílio da Câmara, estamos absolutamente disponíveis para encontrar espaços alternativos”, afirmou Pedro Duarte, ressalvando que não acredita que será preciso essa ajuda.

O presidente da autarquia, que falava aos jornalistas na Casa do Roseiral a propósito da demolição parcial do edifício, confirmada na terça-feira pela ministra do Ambiente, rejeitou que este processo tenha sido feito “às escondidas” das empresas que funcionam nos pisos superiores do imóvel.

O autarca social-democrata relembrou que falou da sua intenção de o demolir parcialmente durante a campanha eleitoral e que os últimos contratos de concessão do espaço já têm tido a duração de apenas um ano, “precisamente porque poderia haver esta eventualidade”.

Pedro Duarte garantiu que os contratos em vigor vão ser respeitados, mas considerou que “o interesse coletivo vai sempre ser privilegiado perante interesses particulares”.

Na terça-feira, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, avançaram que o Edifício Transparente vai ser parcialmente demolido, deixando apenas o piso ao nível da praia, com atividades de suporte à prática balnear.

“É uma grande notícia para a cidade do Porto”, considerou Pedro Duarte, para quem a transformação que vai ali ser promovida vai “libertar a cidade daquele edifício” que funciona “como uma barreira urbanística, arquitetónica, paisagística que separa um parque da cidade único na Europa de uma praia excecionalmente bonita”.

O autarca espera que a demolição avance em 2027, mas não especificou os custos desta operação, já que o projeto ainda não está elaborado.

“Isto vai ser um benefício muito grande para quem nos visita e para os portuenses”, acrescentou.

Projetado pelo arquiteto catalão Solà-Morales e construído no âmbito da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, o Edifício Transparente foi concessionado em junho de 2004 por um período de 20 anos, prazo que já tinha sido prorrogado em 2024, por um ano, e voltou a ser prolongado até junho deste ano.

Na proposta para prorrogar o contrato de concessão por mais um ano, votada pelo executivo em maio de 2025, pode ler-se que “todos os espaços estão, atualmente, ocupados”.

O espaço está concessionado à Hottrade – Representações, Gestão e Serviços, sendo que, aquando da sua inauguração, em 2007, o Edifício Transparente estava equipado com 23 espaços comerciais e de restauração, lazer e entretenimento, entre os quais 10 restaurantes e nove lojas de moda e serviços.

Em vigor desde 2021, o Programa da Orla Costeira Caminha – Espinho (POC-CE) identifica 46 áreas críticas e determina o recuo de dezenas de núcleos habitacionais, bem como a proteção da praia Internacional no Porto, junto ao Edifício Transparente, cuja demolição está prevista até 2028.

Com LUSA



SIC Noticias

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