Um homem foi detido na sexta-feira pela Polícia Judiciária por abusar sexualmente das suas enteadas menores na cidade do Porto. Os abusos duraram seis anos, tendo começado em 2020, na altura da pandemia. A mãe das jovens desvalorizou o sucedido.
Os abusos começaram quando as duas jovens, hoje com 19 e 14 anos, tinham 13 e oito anos. O abusador acabou por ser desmascarado no Natal do ano passado.
Foi numa reunião familiar, durante uma discussão, que a vítima de 19 anos contou tudo aquilo que tinha acontecido nos últimos seis anos, noticiou o Correio da Manhã.
Dias depois, a jovem apresentou queixa à Polícia de Segurança Pública (PSP), onde indicou que também a sua irmã mais nova tinha sido atacada sexualmente pelo padrasto e que até já o tinha denunciado à psicóloga da escola.
Na altura, a mãe das duas meninas foi chamada à escola, mas desvalorizou a situação, uma vez que não acreditou na filha mais nova, tendo dito “não ser possível” e que “não acreditava” em nada do que havia sido denunciado.
Na sexta-feira, dia 20 de fevereiro, o padrasto das jovens acabou por ser detido pela PJ. Sabe-se que tem 43 anos e é operário da construção civil, trabalhando por conta própria. O mesmo meio refere que o agora detido é o principal sustento da família.
A mãe das vítimas será dependente financeiramente do abusador e, embora trabalhe como empregada de limpeza, os seus rendimentos são baixos. A família vive numa casa da autarquia, que estará no nome do homem agora detido, e terá sido essa uma das razões para que a mulher desvalorizasse os abusos sexuais contra as filhas.
O matutino refere que a filha mais velha, hoje com 19 anos, e a mãe não terão uma boa relação, tendo a progenitora dito que a vítima “não está bem”.
Quanto aos abusos, terão sido cometidos sempre que o padrasto se encontrava sozinho com as enteadas, que eram atacadas em separado. A menina mais nova terá sido alvo de mais investidas sexuais e mais graves.
A vítima mais nova começou a ser abusada sexualmente quando tinha oito anos, tendo o agressor parado quando a menina completou 12 anos e depois de ter contado o que se passava à psicóloga da escola.
Depois do caso ser do conhecimento das autoridades, a PJ falou com a menina que terá confessado de imediato todos os abusos que havia sofrido.
O Correio da Manhã dá ainda conta de que a família vive no centro do Porto e que a mãe das jovens e o padrasto têm uma filha em comum de apenas sete anos.
A vítima mais velha, que desmascarou o padrasto durante o Natal, terá ainda ponderado não apresentar queixa do abusador. No entanto, acabou por ser incentivada pelas amigas a fazê-lo.
O agora detido, que não tem antecedentes criminais, irá ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas como adequadas.
