O secretário-geral da NATO admira Donald Trump. Mark Rutte diz compreender a frustração do Presidente dos Estados Unidos com alguns Estados-membros da Aliança Atlântica. A posição de apreço de Rutte por Trump já tem vários anos.
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Mark Rutte só chegou à NATO no final de 2024, mas antes tinha sido primeiro-ministro dos Países Baixos durante 16 anos.
Em 2018, já apoiava a posição de Trump de que os Estados-membros teriam de gastar mais em defesa. No ano seguinte, dizia que se dava muito bem com o presidente americano.
Há dois anos, ainda como chefe do Governo, dizia em Munique que o queixume sobre Donald Trump tinha de acabar.
“Para garantir a credibilidade e dissuasão da nossa defesa, nos próximos anos, temos de passar a ter uma mentalidade de guerra.”
Rutte foi preparando o terreno para a cimeira da NATO em Haia, em junho do ano passado, por altura da guerra dos 12 dias de Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Decisões caracterizadas por Mark Rutte como corajosas e a antecipar grande sucesso para a cimeira, por causa dos 5 por cento do PIB gastos em Defesa.
Tudo, dizia Rutte, porque Trump conseguira o que nenhum outro presidente tinha alcançado em décadas: fazer a Europa pagar em grande, e que a vitória era de Trump.
Elogios muito rasgados, escritos por Mark Rutte e enviados a Donald Trump, que depois os divulgou na própria rede social.
O secretário-geral da NATO não só ficou envergonhado com a divulgação de mensagens privadas como, no fim da cimeira, ainda enaltece Trump.
A bajulação da era Rutte na NATO teve, na altura, um outro ponto alto, a propósito do conflito entre Irão e Israel.
Gargalhadas de um lado, vulgaridades do outro, até que Donald Trump se lembrou de novo da Gronelândia.
Em janeiro deste ano, Mark Rutte recusava ser arrastado para o problema. Nos bastidores, há quem diga que foi ele quem demoveu Trump de avançar para a ilha do Ártico. Na altura, agora o tema está a voltar à baila.
