Em Gaza, continuam a registar-se ataques e massacres, numa situação que muitos consideram uma clara violação do cessar-fogo. Esta semana, um jornalista da Al Jazeera foi morto após um ataque com mísseis israelitas, sendo anteriormente acusado por Israel de pertencer à ala militar do Hamas, suspeitas que nunca se confirmaram.
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Mohammad Weshah, de 40 anos, trabalhava para a Al Jazeera há mais de uma década. Encontrava-se a caminho de uma reportagem na cidade de Gaza quando o carro em que seguia com um colega foi atingido por mísseis, alegadamente por duas vezes. Em pleno cessar-fogo e esquecida pela outra guerra no Médio Oriente, Gaza continua sob fogo israelita.
A sua morte soma-se assim a uma densa lista de baixas de jornalistas desde o início do conflito, ultrapassando já as 260 mortes.
Apesar do foco mediático se ter desviado para o conflito com o Irão, em Gaza a realidade mantém-se dura e implacável. Os ataques continuam e agravam uma crise humanitária já devastadora.
De acordo com as autoridades da Faixa de Gaza, sob controlo do Hamas, mais de 700 pessoas terão morrido desde o início do cessar-fogo, em outubro.
