Mais de 70 países juntaram-se à Indonésia para condenar os ataques contra a Força Interina da ONU para o Líbano (UNIFIL), num contexto de escalada da guerra contra Beirute, apesar das conversações de paz com Israel.

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Embaixadores de uma dezena de países expressaram “profunda preocupação com a escalada da tensão no Líbano desde 02 de março de 2026 e o impacto na segurança das forças de paz”, na sequência da morte de três capacetes azuis indonésios e depois de militares de França, Gana, Nepal e Polónia terem ficado feridos.
As missões diplomáticas sublinharam que “as forças de paz nunca devem ser alvo de ataques” e alertaram que estes factos “podem constituir um crime de guerra”, ao mesmo tempo que fizeram um “apelo à ONU para que continue a investigar todos os ataques”.
Estas delegações também deram ênfase à “situação humanitária no Líbano, especialmente devido ao elevado número de vítimas civis, à destruição generalizada de infraestruturas e à deslocação em massa de mais de um milhão de pessoas”.
Num comunicado paralelo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia afirmou que a medida responde a uma iniciativa de Jacarta na sequência da morte de três capacetes azuis deste país asiático, num momento em que a nação, com a maior população muçulmana do mundo, procura reforçar o papel na política externa e aumentar o envolvimento naquela região em guerra.
O chefe da missão indonésia junto das Nações Unidas, Umar Hadi, afirmou que a segurança da UNIFIL “é inegociável” e instou a ONU a utilizar “todos os instrumentos disponíveis” para reforçar a proteção “perante uma situação cada vez mais perigosa”, de acordo com um comunicado emitido a partir de Jacarta.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que o Governo israelita iniciará negociações diretas com o Líbano para desarmar o Hezbollah e estabelecer “relações pacíficas”, num dia em que o Irão reiterou a exigência de que cessem os bombardeamentos antes de dialogar com os EUA no Paquistão no fim de semana.
Simultaneamente, Islamabad instou Israel a cessar imediatamente a agressão militar contra o Líbano, reiterando que o cessar-fogo também inclui este país e alertou que os bombardeamentos massivos violam o direito internacional, após o assassínio de mais de 300 pessoas no Líbano desde o início da trégua.
Com Lusa
