O primeiro satélite de observação da Terra de Hong Kong promete acelerar resposta a catástrofes e melhor o desenvolvimento urbano.

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A China lançou esta quinta-feira, 12 de fevereiro, um novo satélite de observação da Terra equipado com inteligência artificial, capaz de processar dados diretamente em órbita e em tempo real, uma tecnologia que poderá acelerar a resposta a catástrofes e melhorar o planeamento urbano.
O satélite, denominado “Hong Kong Youth Scientific Innovation”, foi enviado para a órbita planeada a bordo de um foguetão comercial Smart Dragon-3 (SD-3), juntamente com outros seis satélites.
Ao contrário dos satélites tradicionais, que recolhem dados e os enviam para análise em estações terrestres, este incorpora modelos de IA de grande escala capazes de processar informação diretamente no espaço e em tempo real. Esta capacidade reduz o tempo entre a recolha e a utilização dos dados.
Impacto na resposta a catástrofes e no planeamento urbano
O processamento imediato de dados poderá representar um avanço significativo na resposta a desastres naturais, ao permitir uma avaliação mais rápida da situação e uma mobilização mais célere de recursos.
Para o planeamento urbano, o acesso a dados de alta resolução quase instantâneos poderá melhorar a gestão de infraestruturas, o controlo do tráfego e a monitorização ambiental, contribuindo para o desenvolvimento de cidades inteligentes.
O satélite foi desenvolvido em conjunto pela Universidade Chinesa de Hong Kong (CUHK) e pela empresa chinesa ADA Space, especializada em tecnologia de internet por satélite com IA.
Entre as principais características técnicas destaca-se uma câmara ótica de deteção remota com resolução submétrica, capaz de captar imagens com precisão inferior a um metro. Este nível de detalhe permite observar com maior rigor características geográficas e ambientais, essenciais para a monitorização de ecossistemas e de recursos naturais.
