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Um trabalhador-estudante da cadeia de supermercados ALDI foi transferido de Lisboa para o Porto, a 300 quilómetros de casa, sem que tenham chegado a acordo. A CGTP fala de um “despedimento encapotado” e pede que a decisão seja revertida em tribunal.
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Tem 24 anos e trabalhava há três anos e nove meses numa loja do ALDI, em Lisboa, quando foi informado de uma transferência definitiva para o Porto, a mais de 300 quilómetros de casa. Numa concentração junto à loja de Ramalde, no Porto, para onde foi transferido o jovem trabalhador, a CGTP deu voz ao caso ocorrido em março.
“Um trabalhador que é deslocado de 300km de sua casa, que é retirado da sua família, que o enviam para o Porto sozinho, sem conhecer a cidade, sem ter qualquer apoio”, explica Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP.
O trabalhador, que preferiu não prestar declarações com medo de represálias, afirma ter colocado em pausa a licenciatura de Engenharia Civil que frequentava em Lisboa e alega estar a ser alvo de pressões e intimidações para se demitir.
Denuncia alterações forçadas de horários, perda de acesso a ferramentas internas e dificuldades económicas para se manter no Porto, onde não tem qualquer rede de apoio.
Caso segue para tribunal
De acordo com o Código do Trabalho, uma transferência deste tipo só pode ocorrer em situações específicas e não deve causar prejuízo sério ao trabalhador. Já o sindicato diz não existir qualquer justificação plausível para esta mudança. Pede, por isso, que a decisão seja revertida para que o trabalhador possa regressar ao seu local de trabalho.
A SIC contactou o ALDI, mas até ao momento não foi possível obter uma resposta. O caso segue agora para tribunal.
