“A Associação Nacional dos Sargentos da Guarda saúda a nomeação de Luís Neves para ministro da Administração Interna, considerando tratar-se de um momento inédito: pela primeira vez, um polícia assume a tutela política da Administração Interna”, referiu a ANSG, num comunicado enviado à Lusa, avançando que “a expectativa é elevada”.
O Presidente da República aceitou a proposta do primeiro-ministro de nomear Luís Neves para as funções de ministro da Administração Interna, em substituição de Maria Lúcia Amaral, que se demitiu depois da onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristin que assolou o país no final de janeiro.
A associação que representa os sargentos da Guarda referiu que o novo ministro “conhece a realidade operacional das polícias, nomeadamente da GNR e PSP, mas sublinhou que “o verdadeiro teste será político” e o seu sucesso “dependerá do peso e da autoridade que o primeiro ministro lhe atribuir no seio do Governo”.
“Os sargentos da GNR esperam que a sua sensibilidade se traduza em medidas concretas: vencimentos condignos, valorização da condição militar e reposição de direitos retirados, que são as compensações legítimas dessa condição: nas áreas da saúde, alojamento, transportes e cálculo das pensões de reforma”, indicou a associação.
A ANSG salientou ainda que os militares da GNR “precisam finalmente de um ministro que os ouça e tenha a determinação e coragem necessárias para negociar com seriedade a melhoria das suas condições profissionais”.
Luís Neves, diretor da PJ há oito anos e há cerca de três décadas ao serviço desta polícia de investigação criminal, toma posse como ministro da Administração Interna na próxima segunda-feira às 10h00 no Palácio de Belém, em Lisboa.
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