O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, reconheceu este domingo a derrota nas eleições legislativas, após o que chamou de resultado “doloroso”, encerrando 16 anos no poder.
Denes Erdos
“Dei os parabéns ao partido vitorioso”, disse Orbán aos seus apoiantes em Budapeste, interrompendo o trajeto de figura poderosa do movimento de extrema-direita aliado dos presidentes norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin.
“Vamos servir a nação húngara e a nossa pátria também na oposição”, acrescentou.
Péter Magyar confirmou que o primeiro-ministro Viktor Orbán reconheceu a derrota nas eleições num telefonema, após serem conhecidos resultados oficiais do apuramento de votos.
“O primeiro-ministro Viktor Orban acaba de me telefonar para nos felicitar pela vitória”, escreveu Magyar, depois de se ter declarado, ao início da noite, “cautelosamente otimista” sobre a vitória em declarações no seu comité de campanha.
“Obrigado, Hungria!”, publicou Magyar na rede social X (antigo Twitter), enquanto milhares de apoiantes enchiam as margens do Danúbio em Budapeste.
Partido conservador de PÉter Magyar conquista “super maioria” no parlamento
O partido da oposição Tisza, liderado pelo conservador Péter Magyar, conseguiu mais de dois terços dos lugares no parlamento da Hungria, nas eleições de hoje, pondo fim a 16 anos de poder de Orbán, com a contagem quase completa.
O Tisza, com 94,6% dos votos apurados, conquistou 138 dos 199 lugares no parlamento, enquanto o partido no poder, o Fidesz, do nacionalista Viktor Orbán, obteve apenas 54 lugares, enquanto o partido de extrema-direita Nossa Pátria conquistou sete mandatos.
