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Comprar online faz cada vez mais parte do dia a dia dos portugueses, mas há um fator que continua a travar muitas decisões: a (in)segurança. Neste episódio, explicamos o que está a pesar na escolha dos consumidores
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O comércio eletrónico está a ganhar terreno em Portugal e já faz parte da rotina de uma parte significativa da população. Contudo, este crescimento não tem sido acompanhado por uma perceção de segurança equivalente, sobretudo no que diz respeito aos pagamentos e ao risco de fraude. A conclusão resulta de um estudo da ConsumerChoice, baseado num questionário online a 193 respondentes, que aponta para um consumo digital em expansão, mas ainda marcado por cautela.
De acordo com os dados, a maioria dos inquiridos diz ter aumentado as suas compras online nos últimos dois anos, sendo que 32,3% afirmam já fazê-lo “com regularidade mensal”. A existência de preços competitivos, bem como de promoções e descontos foram apontadas como fator decisivo na hora de escolher onde comprar.
Apesar de relevantes, os fatores económicos não são a única preocupação dos consumidores no que diz respeito ao comércio eletrónico. Numa altura em que se multiplicam os alertas para burlas digitais cada vez mais sofisticadas, as questões de segurança têm ganhado um peso crescente na decisão de compra.
Segundo o estudo, embora cerca de 80% dos respondentes afirmem nunca ter sido vítimas de fraude ou burla em compras online, mais de 47% referem “conhecer alguém próximo” que já passou por essa situação.
Os casos de cibercrime continuam a ganhar expressão em Portugal, com particular incidência nas burlas digitais. Em 2025, a Linha Internet Segura – um serviço do Centro Internet Segura coordenado pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – registou 949 situações de cibercrime e violência, o que representa um aumento de quase 40% face ao ano anterior, segundo dados avançados pela Lusa. Entre os casos reportados, as burlas e a extorsão destacam-se como os crimes mais frequentes.
“Fruto do receio de fraude ou uso indevido de dados bancários ou até mesmo do roubo de dados pessoais, 66,8% dos inquiridos admitem, por vezes, evitar comprar em certas plataformas ou lojas online”, indica o estudo da ConsumerChoice.
“Preços anormalmente baixos, ausência de informação institucional e métodos de pagamento considerados pouco seguros” são apontados pelos consumidores como os principais sinais de alerta na identificação de potenciais situações de fraude no comércio eletrónico.
De acordo com o mesmo estudo, há uma preferência clara por plataformas com “maior reconhecimento e perceção de confiança”, ocupando os marketplaces o primeiro lugar entre os canais mais utilizados. Seguem-se os sites oficiais das marcas e os sites de retalhistas com presença física.
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Porque consumidores informados fazem melhores escolhas.
