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A passagem de água do leito do Mondego para os campos agrícolas foi fechada na última sexta-feira. Mas a urgência mantém-se, porque o canal de rega continua destruído.
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O rio Mondego já voltou a correr dentro do leito habitual, com a reparação da margem colapsada. Isso permitiu aceder a partes dos campos agrícolas e perceber que há muito para recuperar. No entanto, os agricultores defendem que a prioridade é a reconstrução do canal de rega, para não se perderem os 20 milhões de euros investidos nas sementeiras.
A passagem de água do leito do Mondego para os campos agrícolas foi fechada na última sexta-feira. O nível nas áreas afetadas começou a baixar e, na Cooperativa Agrícola de Coimbra, espera-se chegar aos silos com duas mil toneladas de milho no início da semana. Mas a urgência mantém-se, porque o canal de rega continua destruído.
“Depois de toda esta calamidade, todo o prejuízo que está aqui por trás, os agricultores vão ter que ir. As suas poupanças vão ter que fazer o que puderem para poderem continuar a trabalhar. Investem, aplicam 20 milhões de euros no Mondego na instalação dessas duas culturas principais. E se não tivermos água durante o verão, como é que fazemos? Como é que reavimos esse dinheiro?”, explicou Pedro Pimenta, presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra.
“É toda uma economia rural em torno do Mondego, que fica paralisada durante um ano inteiro. Epá, e não podemos permitir isso”, alertou ainda o dirigente.
Muito terá de ser recuperado para que os campos voltem a ser produtivos. Apesar do empenho da Agência Portuguesa do Ambiente em encontrar uma solução provisória de rega, os agricultores querem respostas rápidas:
“O rio assoreou muitos campos, destruiu infraestruturas de rega, destruiu valas de drenagem, caminhos. Esse trabalho vai ser brutal até ao início da campanha de sementeira, que começa agora em abril. Mas os agricultores estão cá para o fazer. O que queremos é algum conforto por parte do Ministério do Ambiente que nos possa tranquilizar e não podemos estar à espera de estudos, projetos e contratações públicas. Temos que agir”, afirmou Pedro Pimenta.
Também a autoestrada A1 continua fechada. Uma fonte da Brisa disse à SIC que ainda se aguarda autorização para reabrir de forma condicionada o troço entre Coimbra Sul e Coimbra Norte.
