O primeiro fim de semana do Coachella deste ano ficou marcado por atuações históricas. Sabrina Carpenter transportou o festival para “Sabrinawood” com uma produção cinematográfica, Justin Bieber apostou na nostalgia minimalista dos anos 2010 e Karol G fez história como a primeira mulher latina a ser cabeça de cartaz.
DR
Chegou ao fim o primeiro fim de semana (10, 11 e 12 de abril) do Coachella, em Indio, no deserto da Califórnia, nos Estados Unidos. Na memória de quem lá esteve ou simplesmente acompanhou pela internet ficam estreias inéditas, momentos de nostalgia e atuações que já são consideradas históricas.
A 25.ª edição do Coachella reuniu mais de 130 artistas de diversos géneros musicais, como pop, rock, hip-hop, rap, eletrónica, reggaeton e funk, distribuídos pelos sete palcos do recinto: Coachella Stage, Outdoor Theatre, Sahara, Quasar, Mojave, Gobi e Yuma. Entre mais de uma centena de atuações, os concertos dos três cabeças de cartaz deste ano, Sabrina Carpenter, Justin Bieber e Karol G, eram os mais aguardados pelo público.
“Sabrinawood” leva Hollywood ao Coachella
A primeira noite do Coachella foi protagonizada por Sabrina Carpenter, antiga estrela da Disney que tem vindo a conquistar e quebrar as regras da indústria musical.
A artista de 26 anos transportou o Coachella para o seu “Sabrinawood”, uma homenagem ao universo glamoroso de “old Hollywood”, com direito ao famoso passeio da fama, carros clássicos e caras bem conhecidas do meio, como Susan Sarandon, Samuel L. Jackson, Will Ferrell e Sam Elliott.
Ao longo do espetáculo, que terá demorado cerca de sete meses a ser preparado, Sabrina Carpenter explorou alguns dos seus maiores sucessos como “Expresso”, “Man Child”, “Feather”, “Please Please Please”, “Bed Chem”, “Juno” e “Tears”. Ao mesmo tempo interpretou pela primeira vez ao vivo temas como “We Almost Broke Up Again Last Night”, “Sugar Talking” e “Such a Funny Way”.
Além dos seus temas originais, Sabrina Carpenter escolheu ainda outros temas bem conhecidos da década de 1970 para fazerem parte do seu espetáculo, como “Copacabana (At the Copa)”, de Barry Manilow, terminando com o clássico “Hollywood Swinging”, dos Kool & the Gang.
Justin Bieber e a nostalgia da década de 2010
Apesar de ter uma carreira com quase duas décadas e de ser responsável por inúmeros sucessos que marcaram toda uma geração, esta foi a primeira vez que Justin Bieber se estreou como cabeça de cartaz do Coachella.
E se a atuação de Sabrina Carpenter ficou marcada pela grande produção em seu redor, o concerto do artista canadiano de 32 anos não podia ter sido mais minimalista, num espetáculo onde “nostalgia” e “improviso” foram as palavras de ordem.
Durante grande parte da atuação, Justin Bieber fez-se acompanhar em palco apenas por um computador com acesso ao YouTube. À medida que ia revisitando os êxitos da sua carreira, era acompanhado pelos videoclipes dessas mesmas músicas numa espécie de “autokaraoke”, já que se ouvia a voz original do vídeo por baixo.
O concerto contou ainda com a participação de convidados especiais como Dijon, Tems, Wizkid e Mk.gee, numa setlist com mais de 30 músicas que percorreu toda a sua carreira, incluindo temas como “Baby”, “Beauty and a Beat”, “Never Say Never”, “Confident”, “All That Matters”, “Sorry” e “Where Are Ü Now”.
Karol G faz história com o seu ADN latino
Na última noite do primeiro fim de semana do Coachella, Karol G subiu ao palco com um único objetivo: fazer história.
A cantora colombiana de 35 anos levou os ritmos quentes da sua terra natal e aqueceu a noite fria do deserto da Califórnia: “Sou Carolina Giraldo, de Medellín, Colômbia, e hoje sou a primeira mulher latina a ser cabeça de cartaz do Coachella”, afirmou perante o público.
Durante o espetáculo, Karol G homenageou as suas raízes latinas, das quais tanto se orgulha, protagonizando um dos concertos que certamente ficará na memória do festival.
Uma atuação de 90 minutos, eletrizante, onde o reggaeton foi rei e senhor, mas onde também houve espaço para salsa, merengue e até uma banda feminina de mariachis, que transformou o Coachella num verdadeiro “Karolchella”, perante uma plateia que envergava bandeiras de inúmeros países da América Latina.
Karol G contou ainda com a participação de artistas latinos como Becky G, Mariah Angeliq e Wisin. Um espetáculo com cerca de 25 músicas, incluindo temas como “Si Antes Te Hubiera Conocido”, “Tusa”, “Tropicoqueta” e “Latina Foreva”, marcado por uma produção massiva e uma atuação explosiva que celebrou a diversidade e a força da música latina num dos maiores palcos do mundo.
O Coachella ruma agora ao segundo e último fim de semana (17, 18 e 19 de abril) da edição deste ano, com o mesmo cartaz e atuações que prometem ainda mais surpresas.
