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Demissões e polémicas marcam histórico dos ministros da Administração Interna


Política

Ao longo das últimas décadas, poucos ministros da Administração Interna conseguiram permanecer durante toda a legislatura. O último a fazê-lo foi Dias Loureiro, que tomou posse em 1991 e exerceu funções até 1995.

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Poucos foram os Ministros da Administração Interna que conseguiram cumprir os quatro anos de legislatura. Alguns viram os seus mandatos interrompidos pela queda do Governo, enquanto outros apresentaram pedidos de demissão. O último governante a permanecer até ao fim do mandato foi Dias Loureiro. Desde então, passaram pelo cargo 17 ministros.

Maria Lúcia Amaral esteve apenas oito meses no cargo, pedindo a demissão no meio da tempestade, depois de críticas por não ter estado no terreno. A ministra já tinha sido posta em causa durante os incêndios de agosto, por não ter respondido às questões sobre falhas na atuação do ministério.

A sua antecessora, Margarida Blasco, deixou o governo devido a fragilidades de comunicação e por não se sentir disponível para continuar. Estivera pouco mais de um ano no cargo.

Eduardo Cabrita ocupou o cargo durante quatro anos, de 2017 a 2021, em dois governos de António Costa. O seu mandato ficou marcado por polémicas, entre elas as golas de proteção de fumo inflamáveis em aldeias em risco. Em junho de 2021, um acidente com o automóvel que transportava o ministro provocou a morte de um trabalhador. Cabrita demitiu-se após o Ministério Público ter acusado o motorista de homicídio por negligência.

Cabrita tinha substituído Constança Urbano de Sousa, que esteve cerca de dois anos no cargo e também se demitiu devido aos incêndios de 2017 em Pedrógão Grande.

Ao longo das últimas décadas, poucos ministros conseguiram permanecer durante toda a legislatura. O último a fazê-lo foi Dias Loureiro, que tomou posse em 1991 e exerceu funções até 1995, ficando contudo associado ao bloqueio da Ponte 25 de Abril em 1994, ao mobilizar forças de intervenção.

Rui Pereira também completou quatro anos à frente da pasta, mas divididos em dois governos de José Sócrates, entre 2007 e 2011.



SIC Noticias

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