A residência de André em Sandringham continua a ser revistada pela polícia, enquanto manifestantes protestam no local.
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O governo britânico poderá estar a preparar uma alteração legal que retire o ex-príncipe André da lista de sucessores ao trono. A detenção do irmão mais novo do rei Carlos III abalou a política do país e degradou ainda mais a perceção pública sobre a monarquia.
A polícia mantém uma presença visível na residência de André em Sandringham, que continua a ser revistada à procura de indícios sobre as comunicações e relações do antigo príncipe com o falecido magnata norte-americano Jeffrey Epstein.
Sandringham tornou-se o local ideal para protestos, com manifestantes a criticar a caça, atividade em que André era um praticante fervoroso, e a exibir bandeiras contra a prática.
Aproveitando a mensagem anti-caçadores, os manifestantes também dirigiram críticas aos atuais monarcas, Carlos e Camilla, assim como ao futuro herdeiro William, aparecendo mascarados com figuras da casa real.
Em Londres, a atenção voltou-se para Peter Mandelson, também investigado por má conduta no exercício de funções públicas, tal como André.
O antigo embaixador britânico nos Estados Unidos foi envolvido na polémica e tornou-se mais um elemento a fragilizar o governo de Keir Starmer, pressionado a esclarecer rapidamente de que forma o Reino Unido está envolvido na rede de influência de Jeffrey Epstein.
A possibilidade de fuga de segredos de Estado durante festas com menores chegou mesmo à ONU.
Stephane Dujarric, porta-voz das Nações Unidas, afirmou que não lhes compete intervir, mas que “devem ser intensificadas as investigações sobre o abuso de mulheres e raparigas cometido por Epstein, que abrange muitos países e jurisdições”.
O caso Epstein, que envolve tráfico de mulheres e redes de influência, levanta questões sobre protagonistas em todos os quadrantes das lideranças mundiais.
Tal como a princesa Ana, a maioria dos membros da família real tem mantido silêncio.
