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Desporto

OPINIÃO

A opinião de João Rosado. Amanhã os leões entram na semana das três frentes e a mais importante da história.

ANTONIO PEDRO SANTOS

Não há como evitá-las, são como as coincidências, com a diferença de que também se podem pedir. Ou inventar. Não há como evitá-las, são como as coincidências, com a diferença de que também se podem pedir.

Ou inventar. No futebol é mais fácil inventá-las do que pedi-las, apesar do exercício de honestidade protagonizado há dois dias por Frederico Varandas, que admitiu em público ter pedido desculpa em privado a André Villas-Boas por “algum excesso em algumas situações”.

De forma prudente, o presidente do Sporting aproveitou para ensaiar um discurso humilde, cauteloso, elaborado para fazer face a qualquer um dos resultados possíveis mal termine a guerra dos sete dias com Arsenal, Benfica e FC Porto, os três próximos adversários naquela que talvez mereça ser considerada a semana mais importante da história dos leões.

Amanhã, em Londres, ficar-se-á a saber se a equipa verde e branca conseguirá pela primeira vez ultrapassar os quartos de final da Liga dos Campeões, com a particularidade de essa desejável façanha oferecer um palpitante duelo ibérico com Barcelona ou Atlético Madrid na última etapa antes do céu de Budapeste.

Rui Borges, treinador do Sporting

Pedro Rocha

Seja qual for o desfecho da receção de Viktor Gyökeres aos antigos companheiros, sobra pouco espaço para euforias ou dramáticas lamentações porque no domingo há dérbi de imprevisíveis consequências e quatro dias depois surge no calendário o menos perfumado dos grandes clássicos nacionais.

Seguindo a ordem cronológica, no Emirates, em Alvalade e por fim no Dragão, o onze orientado por Rui Borges desfrutará de uma tripla oportunidade para marcar gerações de sportinguistas para todo o sempre.

Pode pensar que está quase (se não sofrer, basta um golo para levar a eliminatória para prolongamento ou penáltis) nas meias-finais da Champions, quase (se não sofrer, basta um golo) a sentenciar o terceiro lugar para o Benfica no plano doméstico e quase (se não sofrer, só precisa do golo de Lisboa) na final da Taça de Portugal.

Mikel Arteta, treinador do Arsenal

Ian Walton

E para tudo correr às mil maravilhas ainda pode pensar que nesta quarta-feira vai ter uma mãozinha invisível e interesseira de Pep Guardiola, desejoso de voltar a passar a perna ao seu antigo adjunto.

Mikel Arteta, apesar de repetidas ameaças, nunca conseguiu sagrar-se vencedor da Premier League ao serviço do Arsenal, numa linha sem qualquer paralelo com o compatriota que se arrisca no final da temporada a conquistar o sétimo campeonato inglês.

Com menos seis pontos e menos um jogo, os “Citizens” sabem que se vencerem os “Gunners” no fim de semana passarão a ter condições invejáveis para destronar o Liverpool e assim adiar mais uma vez o fim de um jejum que dura há 22 anos no Emirates. Se para Rui Borges a “Champions” é a Liga portuguesa, para Arteta a “Premiership” é a única competição que lhe dará a redenção e evitará a prematura substituição por Cesc Fàbregas.

Pep Guardiola, treinador do Manchester City

Luca Bruno

Nas últimas três edições da Premier League, o Arsenal contentou-se com a medalha de prata e não seria nada surpreendente que apostasse as melhores fichas na deslocação ao Ethiad, preocupando-se menos com a visita do Sporting e mais com o mapa das minas e armadilhas desenhado no gabinete de Guardiola e sob a supervisão de um diretor-desportivo chamado Hugo Viana.

No limite, todas estas felizes coincidências para a estrutura liderada por Frederico Varandas até poderiam levar Villas-Boas, no final de maio, a pedir desculpa por acreditar que Francesco Farioli seria incapaz de cometer o excesso de falhar pelo segundo ano consecutivo o título depois de ter sido… quase campeão pelo Ajax.



SIC Noticias

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