O Presidente da República anunciou, esta terça-feira, 14 de abril, através do site da Presidência que “aceitou a proposta do primeiro-ministro para exonerar, a seu pedido, Francisco Rocha Gonçalves, do cargo de Secretário de Estado da Gestão da Saúde”.
Na mesma nota, António José Seguro revelou também que Luís Montenegro já tem um substituto para o cargo: Francisco Pinheiro Catalão, administrador executivo e CFO da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
O novo Secretário de Estado toma posse esta terça-feira, pelas 16h00, numa cerimónia que vai decorrer no Palácio de Belém.
De acordo com uma nota biográfica publicada no site da Nova School of Business and Economics, Francisco Pinheiro Catalão é doutorado em Gestão pela Universidade Europeia.
Desde 2013 que leciona várias unidades curriculares na área de Finanças, primeiro como Assistente Convidado (entre 2013 e 2019) e posteriormente como Professor Auxiliar Convidado.
Profissionalmente conta com mais de 23 anos de experiência em funções financeiras em várias multinacionais sendo atualmente Administrador Executivo e CFO na AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
Anteriormente, desempenhou funções como Diretor da Área de Tesouraria na Novabase/Celfocus.
É contabilista certificado e tem experiência de pertencer a Conselhos Fiscais. A sua carreira incluiu ainda funções na área de Corporate Finance na TIMWE, Martifer Renewables e de auditor/consultor na Ernst&Young, Banco Santander e KPMG. As suas áreas de investigação centram-se em Gestão, Contratação Pública e Políticas Públicas. Tem sete papers publicados em journals com Impact Factor/Scopus.
Exoneração acontece um mês depois de polémica
A exoneração de Francisco Rocha Gonçalves acontece cerca de um mês depois de o Correio da Manhã ter noticiado que o então secretário de Estado tinha favorecido o hospital de um amigo.
De acordo com o matutino, Francisco Rocha Gonçalves assinou o despacho que abriu a porta à criação de uma unidade de Cirurgia Cardíaca na ULS de Santo António, no Porto, cujo diretor de cirurgia é seu amigo pessoal.
Questionado pelo jornal sobre a sua proximidade pessoal ao diretor de Cirurgia da ULS de Santo António, o governante não negou, mas garantiu que sempre atuou nas suas funções “em total imparcialidade e isenção”.
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